O “milagre” do Papa em Cartagena das Índias

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14 Setembro 2017

A histórica viagem de Francisco à Colômbia esteve repleta de anedotas, emoção e a decisão de todo um povo em apostar na paz e na reconciliação, após meio século de violência.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 12-09-2017. A tradução é do Cepat.

A carta de perdão das FARC, o cessar-fogo do ELN, o categórico pedido para ser “escravos da paz” e se comprometer na construção de uma nova sociedade, significarão, com certeza, um antes e um depois na vida de milhões de colombianos.

No entanto, houve um gesto que passou quase despercebido, mas que, em minha opinião, resume perfeitamente o êxito desta viagem. Aconteceu na Igreja de São Pedro Claver, em Cartagena das Índias. O encontro, o abraço e a mensagem de reconciliação lançada por Juan Pablo Escobar Henao e Jorge Lara Restrepo.

Quem são? Nada mais e nada menos que o filho de Pablo Escobar e do Ministro da Justiça, Rodrigo Lara Bonilla, “assassinado pelo meu pai”, como destaca em sua conta de Instagram o filho do chefe do tráfico colombiano.

“A Paz como realidade, não utopia. Obrigado a Sua Santidade, o Papa Francisco, por esses instantes de oração na Igreja São Pedro Claver, em Cartagena, pela Paz e a reconciliação. Foto com Jorge Lara, filho do Ministro da Justiça Rodrigo Lara Bonilla Q.E.P.D. assassinado por meu pai”, lê-se na mensagem. Ambos, hoje amigos, simbolizam a abertura aos novos tempos. Na Colômbia e para o mundo.

Uma viagem que foi um decisivo êxito, também do ponto de vista dos números. Foi o que anunciou o vice-presidente da Colômbia, Óscar Naranjo, que informou que o Papa conseguiu reunir 6,8 milhões de pessoas no país.

Em relação às mobilizações do Papa, Naranjo explicou que Francisco percorreu 1466 km (1331 km por via aérea e outros 135 km em veículo, com o papamóvel ou em automóveis fechados). No total, participou de 29 atividades: quatro missas campais, onze trajetos no papamóvel e 14 eventos e cerimônias.

Outro expressivo êxito foi o da segurança, pois os índices de criminalidade foram reduzidos drasticamente durante os cinco dias da visita papal. “Os crimes de alto impacto, durante as 90 horas do Papa na Colômbia, foram reduzidos em 70% e as lesões pessoais reduziram 84%, destacou Naranjo.

Como balanço geral, o vice-presidente afirmou que a visita “marca um ponto muito importante de êxito. Estivemos diante de uma visita apostólica na qual os colombianos receberam garantias para ouvir o Papa e seu comportamento foi exemplar, assim como a articulação entre Episcopado, Vaticano e Governo”.

Finalmente, Luis Manuel Alí, bispo auxiliar de Bogotá e membro do comitê central da visita, destacou que o balanço foi positivo por conta da acolhida que foi dada ao Pontífice e pelas mensagens de reflexão, otimismo e esperança que deixou ao país. “O Papa deu muita ênfase, sobretudo no encontro com os jovens na Praça Bolívar, em Bogotá, dizendo com insistência que ‘Não deixem roubar a esperança’, e isto nos anima a ter um otimismo para com os colombianos, porque está em sintonia com a frase que propusemos para sua visita: Demos o Primeiro Passo”, apontou dom Alí.

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