O olhar de Olmi sobre a herança do cardeal Martini

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04 Setembro 2017

No dia 31 de agosto de cinco anos atrás, falecia o cardeal Carlo Maria Martini, no Aloisianum de Gallarate, em um pequeno quarto no terceiro andar, mobiliado de modo essencial. Aquele quarto tornou-se o coração do filme que Ermanno Olmi gravou, Vedete, sono uno di voi [Vejam, sou um de vocês], fruto de uma longa colaboração com Marco Garzonio, colunista do Corriere della Sera e psicoterapeuta, autor do argumento e do roteiro. Garzonio se encontrava naquele quartinho no momento da morte do cardeal. Seguindo, como amigo e não mais como cronista, a tarefa que, muitos anos antes, foi-lhe dada, logo depois da nomeação de Martini como arcebispo de Milão, pelo então diretor do Corriere, Alberto Cavallari.

A reportagem é de Stefania Ulivi, publicada por Corriere della Sera, 01-09-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Ele me disse: ‘Você se sente capaz de acompanhá-lo? De vigiá-lo?’ Iniciaram-se 30 anos de trabalho e de amizade”, que, em parte, confluíram em um livro que traz o mesmo título do filme (pela editora Ancora, que também publicou Silence. Entrerista com Martin Scorsese, de Antonio Spadaro). Uma longa e apaixonada conversa a dois sobre a figura de Martini.

Nessa quinta-feira, o cardeal e Ermanno Olmi se reencontraram virtualmente em um dia particular, que começou com a apresentação do livro-entrevista de Garzonio e do DVD do filme (produzido pelo Instituto Luce Cinecittà com a Rai Cinema e vendido nas bancas com o Corriere, com os 13 volumes de escritos de Martini que serão publicados daqui até novembro), que hoje também abrirá o evento cultural StoryRiders. Cunti e Racconti, que ocorre até o dia 3 de setembro no burgo medieval de Torchiara (Salerno).

O encontro em Veneza culminou com a pré-estreia de um inédito de Olmi: Il tentato suicidio nell’adolescenza. Um média-metragem reencontrado no arquivo da Fundação Luigi Micheletti, em Bréscia, filmado por Olmi em 1968.

Duas obras, ressalta Garzonio, menos distantes do que a cronologia e o argumento dão a entender: o encontro com os jovens acompanhados no recém-nascido departamento de psiquiatria de urgência do Policlínico de Milão, dirigido por Carlo Lorenzo Cazzullo, por um lado; por outro, o retrato de um homem da Igreja que parecia destinado a se tornar, um dia, papa.

Olmi, testemunha e poeta, consegue interpretar dois momentos-chave da história italiana: o ano de 1968, que estava prestes a mudar tudo e a eleição ao sólio pontifício de Bergoglio, uma revolução na Igreja, no país, na cultura.” Na direção desejada por Martini: “Ele dizia que a Igreja estava 200 anos atrasada”.

Lembrá-lo também significa ressaltar o que resta do caminho de Martini. “A sua capacidade e necessidade de se perguntar, em relação a todo evento: o que ele me diz? O que eu posso fazer?” Sem certezas pré-estabelecidas, mas privilegiando sempre a dúvida como “busca máxima da introspecção e da verificação do absoluto”.

“Se mesmo do outro lado não há nada, eu fico feliz por ter estado com vocês”, disse ele aos colaboradores, perto do fim. Ainda o quartinho de Gallarate. “A salinha – diz Olmi no livro – é o lugar onde se cruzam todas as histórias de Martini e além. É o lugar onde se morre e se nasce, onde a fé é firme e incerta.”

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