EUA. “Sabemos que muitas pessoas que podem ser deportadas vão enfrentar a morte”, denunciam bispos

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17 Junho 2017

“O caos da imigração ilegal é ruim para todos”. Os bispos estadunidenses, reunidos esta semana em Indianápolis para a sua Assembleia Geral Ordinária da primavera, denunciaram mais uma vez as políticas xenófobas de Donald Trump e se comprometeram a ser mais proativos em sua promoção e apoio para uma reforma compreensiva do sistema migratório.



 A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 15-06-2017. A tradução é de André Langer.

Como informa America, nesta quarta-feira, o grupo de trabalho do episcopado sobre a imigração apresentou um relatório sobre as ações que a Igreja dos Estados Unidos empreendeu a favor dos imigrantes e refugiados desde a eleição do atual presidente, em novembro passado.

A resposta da Igreja, a partir deste ponto de reflexão sobre o trabalho já feito, informou o presidente da comissão dos bispos sobre a imigração e também bispo de Austin, Texas, Joe Vásquez, será a de “ir além da simples reação às diversas propostas negativas que se viram nos últimos meses, e definir os temas prioritários para avançar de forma proativa”.

José Gómez, arcebispo de Los Ángeles e presidente do grupo de trabalho, acrescentou que os frequentes comunicados dos bispos sobre várias das medidas que o republicano procura colocar em prática – como a construção do muro na fronteira mexicana ou o veto a refugiados de países de maioria muçulmana – “ajudaram a obter um impacto positivo na conversação pública” sobre as polêmicas ordens do Executivo.

O arcebispo de Santa Fé, John Wester, por sua vez, arremeteu contra a Casa Branca por suas tentativas – cada vez mais intensas – de bloquear as iniciativas de organizações católicas de base que visam conseguir que cada cidadão ameaçado de deportação tenha acesso à assessoria jurídica, ou mesmo encontre abrigo em uma das chamadas igrejas “santuário”. “Sabemos que muitas pessoas que podem ser deportadas vão enfrentar, muito provavelmente, a morte”, advertiu Wester.

Jaime Soto, bispo de Sacramento, apresentou suas reservas em relação ao movimento santuário, que foi ganhando força nos Estados Unidos em templos tanto católicos como protestantes. Essa proteção, declarou, “não proporcionará o que a comunidade imigrante necessita no longo prazo: que sejam incorporados como cidadãos, irmãos e irmãs de uma única sociedade”. “Não é uma solução sustentável no longo prazo”, reiterou o prelado.

O bispo de Kansas City, Joseph Naumann, apontou outro problema associado aos santuários para pessoas indocumentadas: “Como manifestamos o nosso apoio aos imigrantes ou os recém chegados ao país e nos solidarizamos com eles, mas também como entender... as dificuldades econômicas que outros estão experimentando em nosso país e dar o devido respaldo também a eles?” A esta pergunta, o arcebispo Gómez ofereceu uma possível resposta: pressionar para que quando o presidente Trump renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, como indicou que faria, seja incluída neste acordo uma cláusula que preveja o livre movimento das pessoas.

Robert McElroy, bispo de San Diego, assinalou por último que, embora já se esteja encerrando uma etapa do grupo de trabalho dos bispos sobre a imigração com a apresentação deste relatório, agora não é o momento para que o episcopado baixe a guarda nesta questão ou que boa parte da sociedade saia do “alerta vermelho”.

“Nosso povo está com mais medo pelo que aconteceu nos últimos meses”, recordou McElroy. “Penso que temos que ser muito cautelosos e não normalizar o elevado nível de medo que existe”.

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