No Mali, a Igreja uniu-se após as acusações de desvio de recursos financeiros

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05 Junho 2017

Um comunicado da Conferência Episcopal do Mali rejeita as acusações de transferência de 12 milhões de euros para contas na Suíça por parte de três prelados.

A reportagem é de Anthony Fouchard, publicada por Le Monde, 01-06-2017. A tradução é de André Langer.

A Conferência Episcopal do Mali está atormentada com as revelações feitas no dia 30 de maio de um suposto desvio de recursos da ordem de 7 bilhões de francos CFA [moeda corrente usada em doze países africanos, anteriormente possessões francesas, sendo também usada na Guiné-Bissau e na Guiné Equatorial], ou seja, 12 milhões de euros. Os três principais prelados do país estão envolvidos, especialmente dom Jean Zerbo, que deve ser criado cardeal pelo Papa Francisco no final deste mês.

Em Bamako, os preparativos para esta viagem ao Vaticano estão em andamento, mas a reunião da quarta-feira na sede da arquidiocese, um pequeno prédio laranja e branco situado à margem do Rio Níger, foi perturbada pelas revelações, feitas na véspera, pelo Monde Afrique e pelo sítio de notícias Le Sahélien, retomadas na quinta-feira pelo jornal malês Les Dépêches du Mali. Um exemplar deste jornal está sobre a mesa de reunião, recoberto em parte por um livro religioso, a Liturgia das Horas.

Os principais protagonistas estão presentes, especialmente o bispo Jean-Gabriel Diarra, que até então se recusou responder às perguntas dos jornalistas maleses. Na época em que ocorreram os fatos, ele era o presidente da Conferência Episcopal do Mali. Na presença do ministro para Assuntos Religiosos e do Culto, que foi até o local especialmente para a reunião, dom Diarra mostrou-se mais prolixo, afirmando que “não eram bandidos”. Mas “nós não somos perfeitos”, admitiu. “Se houve imperfeições descobertas entre nós, vamos procurar assumi-las”.

“Manchar e desestabilizar”

Por sua vez, Thierno Ass Diallo, ministro para Assuntos Religiosos e do Culto, acompanhado de uma coorte de jornalistas da TV estatal, saiu em defesa do futuro cardeal.

Na saída da reunião, o ministro qualificou de “idiotice” a investigação feita pelos jornalistas maleses. “Continuem a fazer suas perguntas financeiras”, disse. “Eu, como ministro, mas também como crente, vejo isso como algo sujo e vil (...). Contar isso em um momento em que um homem é eleito” é uma maneira de “apunhalá-lo”.

Fugindo das perguntas relativas a uma possível investigação do Ministério Público, o ministro persegue sua diatribe com uma analogia displicente comparando os jornalistas a “Judas” que “torturam, censuram e fazem sofrer” dom Jean Zerbo. O Ministério da Justiça explica que o Ministério Público está “plenamente habilitado” a assumir esta questão, “mas que no momento ainda não é o caso”. As principais perguntas levantadas no inquérito inicial não foram respondidas: de onde vem esse dinheiro, onde ele se encontra atualmente e para que serviu?

Dom Jean Zerbo não quis responder às nossas perguntas, preferindo “tomar um tempo para reflexão”. No final da tarde da última quarta-feira, a Conferência Episcopal do Mali ainda não “tinha feito um comunicado para a imprensa”, recusando-se a responder a qualquer outra pergunta. Somente na manhã da quinta-feira a instituição publicou um comunicado oficial indicando que ela “se responde às falsas alegações que afirmam que alguns bispos teriam desviado recursos dos fiéis católicos”. A Conferência Episcopal do Mali questionou a motivação dos jornalistas que perseguem “um propósito posterior” que consiste “em manchar sua imagem e em desestabilizá-la (...) em um momento em que esta Igreja acaba de ser honrada com a nomeação de seu primeiro cardeal”. O comunicado conclui dizendo que “Deus, que vê tudo o está escondido, um dia irá restabelecer a verdade”. Deus e a justiça dos homens, talvez, peçam a sua palavra.

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