Jesuítas pedem para libertar militar salvadorenho por assassinato de sacerdotes

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31 Mai 2017

A universidade jesuíta de El Salvador pediu ao presidente Salvador Sánchez Cerén, nesta segunda-feira, para comutar a pena de 30 anos de prisão, que está sendo cumprida pelo coronel aposentado Guillermo Benavides, por causa de seu envolvimento no assassinato de seis sacerdotes dessa ordem, em 1989.

A reportagem é publicada por Telemetro, 29-05-2017. A tradução é do Cepat.

Apresentamos a solicitação para a comutação da pena para o coronel Benavides”, declarou, em coletiva de imprensa, o reitor da Universidade Centro-Americana (UCA), o sacerdote jesuíta Andreu Oliva.

Oliva apresentou a solicitação ao ministro da Justiça e Segurança, Mauricio Ramírez, junto com o diretor do Instituto de Direitos Humanos da UCA, o também sacerdote jesuíta José María Tojeira.

O ministro deverá enviar o pedido à Corte Suprema de Justiça e, se o máximo tribunal aceitar, o presidente poderá conceder a comutação.

Benavides estava em liberdade graças a uma anistia que, em 1993, perdoou as atrocidades cometidas na guerra civil (1980-1992), mas foi detido no dia 5 de fevereiro de 2016 a pedido do juiz espanhol Eloy Velasco.

A Lei de Anistia foi revogada em julho de 2016, o que abriu a possibilidade de levar à justiça casos de massacres e crimes da guerra civil.

Em abril passado, um tribunal de San Salvador ratificou uma condenação de 30 anos de prisão contra Benavides por sua participação no massacre dos seis sacerdotes jesuítas e duas de suas colaboradoras, perpetrado no dia 16 de novembro de 1989.

A UCA recordou que Benavides cumpriu quatro anos de prisão, três deles entre 1990 e 1993, antes de ser libertado pela Lei de Anistia, e cumpriu seu quarto ano de prisão após ser detido em 2016.

“Estamos solicitando que se comute a pena aos quatro anos que já permaneceu na prisão, pois acreditamos que foi cumprido o nosso pedido de verdade, justiça e agora perdão, além do mais, levamos em conta um caráter humanitário porque é um homem de idade avançada, com 74 anos”, expressou Tojeira.

Benavides era o comandante da unidade militar que assassinou os sacerdotes e suas colaboradoras. Ainda que não tenha participado da cena do crime, foi condenado por ter dado a ordem de matar os religiosos.

Oliva explicou que o pedido de comutação de pena a favor de Benavides “não significa que estamos renunciando o nosso direito à verdade, justiça e reparação” no caso de outros militares aposentados que seriam autores intelectuais no assassinato dos jesuítas.

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