Bispos da Itália. Francisco se despede de Bagnasco: "Não é fácil trabalhar comigo"

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23 Maio 2017

Ele se despediu do cardeal Angelo Bagnasco, que conclui o seu mandato de 10 anos à frente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), agradecendo-lhe “pela paciência que teve comigo”. Ele brincou, dizendo que agora teme que o próprio Bagnasco queira lhe fazer pagar por isso no próximo sábado, por ocasião da visita a Gênova. Depois, convidou todos os presentes a dialogarem de modo franco e deu o “extra omnes” a secretários e jornalistas, pedindo-lhes para sair da Aula do Sínodo para iniciar o debate a portas fechadas com os bispos.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 22-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Assim começou a 70ª Assembleia Geral do episcopado italiano. Um evento significativo, já que, pela primeira vez, os bispos serão chamados a se expressar para escolher uma terna de candidatos à presidência a ser apresentada ao pontífice. Que, talvez ainda nesta terça-feira, poderá comunicar a sua escolha, nomeando o sucessor de Bagnasco.

No início, o cardeal arcebispo de Gênova, cessante depois de dois mandatos de cinco anos, cumprimentou Francisco, assegurando-lhe “a disponibilidade de acolher com docilidade a sua palavra de autoridade e incisiva”, sem “ceder a frustrações e lamentações” por causa da situação. Bagnasco assegurou “a vontade de todos” de reconhecer e apoiar o novo presidente.

O papa se levantou, abraçou o cardeal e, em seguida, dirigiu poucas palavras à assembleia, sem ler o discurso preparado, que será entregue a cada bispo ao término do encontro. “Agradeço o cardeal pelas palavras que me dirigiu. Gostaria de lhe agradecer por esses dez anos de serviço na presidência e também lhe agradecer pela paciência que teve comigo, porque não é fácil trabalhar com este papa. Agradeço-lhe muito. Ele vinha com um plano e saía aquele outro... Mas, neste trabalho, eu posso dizer que nos queremos bem e fizemos uma bela amizade.”

“Eu só tenho medo – acrescentou o papa brincando – de quanto ele vai me fazer pagar no próximo sábado para entrar em Gênova! Os genoveses não dão descontos... Mas, para o senhor, que está tão acostumado a passar de uma presidência a outra”, continuou, referindo-se ao fato de que Bagnasco se tornou presidente dos bispos europeus, “vai ser mais fácil” a nova.

Francisco, depois, disse: “Eu escrevi algumas coisas que eu queria lhes dizer, mas, depois, relendo, vi que era mais uma meditação do que uma introdução, e me pareceu mais útil deixá-la para vocês, para que a levem e a leiam, e façam meditação. É um serviço, no fim da sessão lhes darão o texto. Eu o fiz com a vontade apenas de ajudar a Conferência a seguir em frente e, assim, a dar mais frutos”.

“A minha ideia - explicou – é fazer um diálogo, um diálogo sincero, como fizemos da outra vez, que foi tão bom e me fez tão bem. Perguntam-se as coisas claramente, sem medo, porque, quando não há diálogo, quando aquele que preside não permite o diálogo, semeia a fofoca, e é pior. Dialoguemos entre nós, e, de minha parte, estou disposto também a ouvir opiniões que não são agradáveis para mim. Com toda a liberdade, porque, de acordo com a mais bela definição, o papa é o servo dos servos de Deus, e é isso que eu devo fazer hoje, respondendo às perguntas e inquietações de vocês.”

Francisco disse que o diálogo podia durar até as 19h, mas, “se não houver nada a dizer, terminamos antes”. Depois, agradeceu a todos aqueles que colaboram, jornalistas e secretários, pela sua ajuda. E concluiu com as palavras usadas pelo mestre de cerimônias pontifícias, no início das votações na Sistina, quando, ao fechar as portas da capela, intima que todos saiam, exceto os cardeais eleitores: “E, agora, como se diz: extra omnes!”.

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