Dorothy Stang. A mais rara coragem cristã

Revista ihu on-line

Biomas brasileiros e a teia da vida

Edição: 500

Leia mais

Hospitalidade - Desafio e Paradoxo. Por uma cidadania ativa e universal

Edição: 499

Leia mais

“Raízes do Brasil” – 80 anos. Perguntas sobre a nossa sanidade e saúde democráticas

Edição: 498

Leia mais

Mais Lidos

  • Câmara aprova terceirização para todas as atividades. Entenda o que muda

    LER MAIS
  • Estudo da Fundação Abrinq mostra que 40% das crianças de 0 a 14 anos no Brasil vivem na pobreza

    LER MAIS
  • “Carne Fraca”: dona de frigorífico investigado tem fazenda em área indígena

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

13 Fevereiro 2017

Cruz erguida no local onde Dorothy Stang, religiosa americana da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur, foi assassinada em 12-02-2005, numa estrada isolada próxima do município de Anapu, Pará.

Dificilmente exista um católico americano com mais de 45 anos que não conheça a Irmã Dorothy Stang. Isto é, eles conheceram a freira americana arquetipicamente alegre, sorridente e disposta a prestar ajuda, uma pessoa que se colocava tão firme quanto o Rochedo de Gibraltar quando a justiça aos pobres era ameaçada e que se organizava de forma mais rápida do que os governos eram capazes.

O editorial da publicação norte-americana National Catholic Reporter, 11-02-2017, celebra a memória de Dorothy Stang. A tradução é de Isaque Gomes Correia.

Exige-se uma vida de fé e oração para fazer isto nos Estados Unidos. Requer-se uma forma de coragem cristã mais rara para fazê-lo num lugar longínquo.

No enterro da Irmã Dorothy Stang, em Anapu, no Pará, foi dito que a religiosa não estava sendo enterrada, mas “plantada” em solo brasileiro. O embaixador do Brasil em Washington disse numa cerimônia em homenagem à falecida missionária que as sementes dele já haviam brotado. Ele fazia referência ao compromisso do Brasil em acelerar os acordos de terra para locais de desenvolvimento sustentável a agricultores pobres.

E, no entanto, quando o sangue de Dorothy Stang se infiltrou na terra com as feridas das balas que lhe atingiram, ele fez mais do que plantar as sementes e a memória dela no Brasil. Ele também a vinculou a mais de um século de religiosas americanas que deixaram suas casas e aprenderam novas línguas a fim de entender as culturas das famílias ampliadas que elas se puseram a servir nos quatro cantos do mundo.

Algumas morreram nas guerras e em levantes. Algumas morreram em paz e em idade avançada, outras faleceram de doenças rápidas demais para curar ou demasiado distantes de tratamento médico que poderia salvá-las. Todas estas agentes eclesiais morreram enquanto viviam e serviam, milhares de quilômetros longe de casa. A maioria estaria satisfeita com que os seus restos mortais fossem colocados nos lugares onde tiveram o privilégio de trabalhar.

Elas também foram plantadas. Suas mudas também são baluartes da fé comprometida com a transformação e a justiça. Certamente, as Dorothy Stangs dos Estados Unidos estão em menor número hoje. Onde certa vez havia muitas centenas, agora há algumas poucas dezenas.

Elas eram, e são, juntamente com os padres, irmãos e voluntários leigos, os melhores representantes que a Igreja Católica deste país tem a oferecer ao mundo. Dorothy Stang entendida como vida foi morta pela violência, como costumava dizer:

Felizes são os pobres...
Felizes são os que têm fome e
cede de justiça...
Felizes são os que promovem a paz...

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Dorothy Stang. A mais rara coragem cristã