Papa nomeia Cardeal O’Malley como membro da Congregação para a Doutrina da Fé

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16 Janeiro 2017

Em um movimento altamente significativo, o Papa Francisco nomeou o Cardeal Sean P. O’Malley como membro pleno da Congregação para a Doutrina da Fé – CDF.

A informação é de Gerard O’Connell, publicada pela revista jesuíta America, 14-01-20-17. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O Vaticano fez o anúncio na tarde deste sábado, 14 de janeiro, e destacou o fato de que o cardeal-arcebispo de Boston também serve como presidente da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores instituída por Francisco em 2014.


O cardeal-arcebispo de Boston Sean P. O’Malley discursa em um congresso em 10-01-2017 na Universidade Católica da América em Washington. No dia 14, o Papa Francisco o nomeou para a Congregação para a Doutrina da Fé. (CNS foto/Dana Rene Bowler, The Catholic University of America)” (Foto: nome do fotógrafo)

A nomeação do cardeal como membro da CDF significa que há, agora, um link direto entre a citada comissão e a CDF, que possui a função central de lidar com os casos de pedofilia na Igreja assim, além de se ocupar dos bispos negligentes no dever de proteger as crianças. A nomeação garante que CDF e a comissão poderão trabalhar mais proximamente, ao mesmo tempo respeitando plenamente seus papéis distintos e muito diferentes.

Francisco criou a Comissão para a Tutela dos Menores como um organismo consultivo e pediu que seus membros propusessem “iniciativas mais oportunas para a proteção de menores e adultos vulneráveis e realizar todo o possível para assegurar que crimes como os ocorridos não se repitam na Igreja”. Ele também confiou ao grupo uma outra tarefa: “promover, em conjunto com a Congregação para a Doutrina da Fé, a responsabilidade das Igrejas particulares neste sentido”.

Continuando com sua determinação de erradicar casos de abuso e proteger os menores, Francisco enviou uma carta no mês passado, em 28 de dezembro, para todos os bispos da Igreja, convocando-os a fazer tudo o que for possível para proteger a vida das crianças. No texto, abordou especificamente o abuso sexual de crianças e menores cometido por padres e, após pedir perdão pelos abusos, acobertamentos e falhas em ajudar estas pessoas, pediu que os bispos “renovem o nosso empenho total para que tais atrocidades não voltem a acontecer entre nós”.

Francisco disse aos bispos também: “Revistamo-nos da coragem necessária para promover todos os meios necessários e proteger em tudo a vida das nossas crianças, para que tais crimes nunca mais se repitam. Assumamos, clara e lealmente, a determinação ‘tolerância zero’ neste campo”.

Logo após a publicação desta carta, alguns meios de comunicação sugeriram que Francisco vem falando com firmeza, porém agindo de uma maneira menos enfática no quadro geral, e informaram que Francisco pretende alterar (ou “reformar”) o papel central da CDF de combate deste crime e pecado. Uma alta autoridade vaticana bem informada sobre o tema contou à revista America que estas reportagens não têm fundamento, e que não existe nesse sentido reforma alguma a caminho. A carta de Francisco e a nomeação de hoje do Cardeal O’Malley como membro da CDF é mais uma confirmação da intenção do papa de pressionar em direção a uma política de “tolerância zero” no tocante à questão de abusos sexuais.

O Cardeal O’Malley é agora o segundo cardeal residente nos EUA a participar da CDF, juntando-se ao Cardeal Donald Wuerl, de Washington, DC.

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