Papa: "Não é doença sempre falar dos pobres e da misericórdia"

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19 Dezembro 2016

"Não é muito, mas é feito com a paixão do Evangelho". Assim apresentou o Papa Francisco, em uma mensagem de vídeo, o concerto beneficente, organizado na Sala Paulo VI, por Claudio Baglioni, destinado às crianças de Bangui e às vítimas do terremoto na Itália. Além disso, o Papa reafirmou a sua menção constante aos pobres e à misericórdia, pois isso "não é uma doença".

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 18-12-2016. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O Papa agradeceu em nome das crianças de Bangui e das vítimas do terremoto no centro da Itália por meio de uma vídeo-mensagem com a qual abriu o concerto beneficente promovido pela Gendarmaria do Vaticano, na Sala Paulo VI.

Falar dos pobres e da misericórdia não é uma doença, destacou o Santo Padre, acrescentando que a ternura do Natal, que já está próximo, recorda-nos que a Misericórdia é a maneira em que Deus entrou no mundo e como ele se revelou, começando com o anúncio do nascimento de Jesus aos pastores e não aos reis e príncipes.

Com sua alegria por esta iniciativa de caridade, destinada para apoiar um hospital pediátrico na capital da República Centro-Africana e às vítimas do recente terremoto na Itália, o Bispo de Roma fez especial destaque para a importância da oração e da caridade ativa, para que sejamos testemunhas da Misericórdia de Deus:

"Todos somos artesãos da misericórdia, porque como eu já disse em outras ocasiões, as obras de misericórdia que encontram sua inspiração em Deus, e a matéria produzida e inspirada pela própria misericórdia, estão moldadas pelas mãos e corações de homens e mulheres.

Ao concluir o Jubileu extraordinário, pronunciando a Carta Apostólica Misericordia et misera, recordei como a cultura da misericórdia é formada na oração assídua e nas maneiras necessárias para se vencer a tentação das palavras, da teoria da misericórdia, transformando a misericórdia em vida cotidiana, vida que se torna participação e partilha.

Por exemplo, hoje, este evento... pensamos em Bangui, pensamos nas terras afetadas pelo terremoto, mas vemos que as crianças de Bangui fizeram uma doação para os filhos das terras afetadas pelo terremoto. Isto é que é ser artesãos da Misericórdia.

Assim, esta noite o horizonte do Jubileu da Misericórdia se expande, participando e compartilhando situações concretas de pobreza e de necessidade: Bangui e as terras afetadas pelo terremoto na Itália central.

Esta noite todos vocês participam concreta e generosamente na construção de dois projetos dirigidos aos mais fracos e frágeis, as crianças, que serão sinais visíveis do Ano da Misericórdia e que levarão a assinatura de tantos de vocês.

Às vezes, alguém me pergunta: mas você, Padre, sempre fala dos pobres e da misericórdia. Sim, quero dizer, é verdade, mas isso não é uma doença. É simplesmente a maneira em que Deus se revelou.

Na verdade, o Natal vindouro lembra-nos a forma com que Deus entrou no mundo: nasceu da Virgem Maria, assim como todas as crianças nascem, é envolto em panos, tomado nos braços e amamentado.

Não apenas isso: Ele, sua mãe, a Virgem Maria, e José, tiveram que enfrentar o fato de que não havia lugar para eles na estalagem.

Ainda mais: a boa notícia, o anúncio do nascimento não foi entregue para reis e príncipes, mas pastores, homens considerados simples, pecadores inveterados, poderíamos dizer.

Este é o nosso Deus. Ele não é totalmente diferente, mas absolutamente próximo a nós. Portanto, ser artesãos da caridade e construtores de misericórdia é como investir no mercado de ações, só que no paraíso, na vida de bem-aventurança do céu, no amor do Pai.

Obrigado a todos. Obrigado em nome das crianças de Bangui e das áreas afetadas pelo terremoto. Não podemos fazer grandes coisas, realizar grandes projetos, mas o que faremos irá conter a assinatura da nossa paixão, o Evangelho.

Feliz Natal a todos!"

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