Bispo conservador substitui Cardeal Dziwisz em Cracóvia

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16 Dezembro 2016

O Papa Francisco nomeou um conservador de 67 anos para substituir o Cardeal Stanislaw Dziwisz no posto de arcebispo de Cracóvia, província polonesa tradicionalmente progressista certa vez ocupada pelo Papa João Paulo II.

A informação é de Jonathan Luxmoore, publicada por The Tablet, 14-12-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“Em relação ao magistério católico, com certeza ele não é um religioso progressista, mas alguém que defende estritamente a ortodoxia”, disse Dom Stanislaw Gadecki, presidente da Conferência dos Bispos da Polônia. “Ele é natural da nossa primeira diocese, criada em 968, e agora está indo para a Arquidiocese de Cracóvia, que é quase tão antiga, com tradições e realizações enormes. Isso irá dar continuidade ao espírito da Igreja de Cracóvia da qual saiu São João Paulo II”.

O presidente da conferência episcopal falou após a nomeação de Dom Marek Jedraszewski, atualmente arcebispo de Lodz, para a sé do sul do país, que comanda 450 paróquias e mais de 2 mil clérigos. Enquanto isso, a nomeação foi acolhida pelo primaz católico da Polônia, que também elogiou o “serviço enorme” do Cardeal Dziwisz, que foi secretário particular de São João Paulo II por quase quatro décadas.

“Estes anos de serviço confirmaram o que estava no fundo do coração deste cardeal – um amor pela Igreja e por São João Paulo II”, contou Dom Wojciech Polak de Gniezno à Agência de Informação Católica do país. “Ao criar o Centro Papal e a Universidade Papal, e, mais tarde, a Jornada Mundial da Juventude e muitas outras atividades e iniciativas, ele mostrou o quão valente e fiel ele havia assumido e realizado o legado de São João Paulo II”.

Jedraszewski foi nomeado arcebispo em 2012 pelo Papa Bento XVI, e desde 2014 vem trabalhando como vice-presidente da Conferência dos Bispos de seu país, assim como coordenado a Comissão para Catequese e Educação do Conselho dos Episcopados Católicos da Europa, sediado na Suíça. Jedraszewski atua também na Congregação para a Educação Católica, do Vaticano. Em um encontro com os jornalistas na segunda-feira, não comentou as reportagens na imprensa de que ele havia sido alvo de uma polêmica quando fora bispo auxiliar de Poznanm em que defendeu Dom Juliusz Paetz quando este foi forçado a renunciar em 2002 depois de assediar seminaristas.

O Cardeal Dziwisz, cuja nomeação de 2005 foi criticada pelo clero de Cracóvia como um gesto equivocado de Bento XVI, gerou uma reputação controversa durante 11 os anos como metropolita de Cracóvia, por estrear estátuas e monumentos para si mesmo assim como por distribuir sangue e relíquias do falecido João Paulo II e publicar os cadernos particulares do falecido pontífice em 2014, desafiando sua vontade final, o que havia se tornado uma obsessão para os editores.

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