Em tempos de Trump, é preciso levantar a voz em defesa da criação, defende editorial de revista americana

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07 Dezembro 2016

"Tendo em conta as palavras severas de Francisco e dos bispos, aqui pedimos aos católicos que contatem os membros do Congresso para manifestar apoio a estes programas, hoje mais do que nunca. Medidas semelhantes incluem pedir por escolhas responsáveis na EPA, no Departamento do Interior e no Departamento de Energia, além de defender políticas de energia limpa antes que seja tarde demais", incentiva o editorial da revista National Catholic Reporter, 02-12-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Eis o editorial. 

“O clima”, escreve o Papa Francisco em sua encíclica Laudato Si’ – Sobre o cuidado da casa comum, “é um bem comum, um bem de todos e para todos”.

Eis um sentimento elevado, uma expressão incomum da posse global de algo que, simultaneamente, somos individualmente incapazes de possuir, mas do qual coletivamente devemos nos apossar caso estejamos interessados em preservar a criação. Dito de forma mais simples, Francisco afirma ao longo de toda a encíclica que os efeitos deletérios das mudanças climáticas só podem ser amenizados por meio de um grande esforço comum.

Francisco leva-nos a um ponto de clareza moral e pragmática – como católicos e cidadãos do mundo e, no caso dos Estados Unidos, como cidadãos de um país que supera todos os demais no consumo dos recursos naturais e só perde para a China na produção de poluentes que prejudicam a atmosfera. Devemos nós começar a agir diferentemente, a viver diferentemente e a pensar diferentemente sobre a Terra e a nossa relação com ela.

Um outro momento de clareza lança-se sobre nós com a eleição de Donald Trump. Claro está que ele desdenha as advertências das causas humanas às mudanças climáticas, descartando como falsa preponderância das evidências compiladas por uma esmagadora maioria dos mais destacados cientistas e organizações do mundo.

Na campanha presidencial, ele prometeu, com parte das ações que tomará nos 100 primeiros dias de governo:

• Suspender as restrições em torno da produção de reservas de xisto, petróleo, gás natural e reservas de energia carvoeira limpa.

• Dar luz verde ao desenvolvimento de novos oleodutos, propondo o reuso do oleoduto transnacional Keystone XL.

• Cancelar bilhões de pagamentos aos programas da ONU voltados à mudança climática.

• Tirar os EUA de pactos como o Acordo de Paris, e talvez até mesmo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, na qual o país entrou em 1992 com a assinatura de George H.W. Bush.

Dada a volatilidade do presidente eleito Donald Trump, não está claro quais dessas promessas ele pretende manter e quais serão esquecidas. Ele já disse ao The New York Times que irá “manter a mente aberta” no tocante ao acordo de Paris. O perigo aqui, porém, não é só Trump, mas o caminho que ele abre aos republicanos que detêm o controle da Câmara e do Senado. Os republicanos, e os interesses comerciais aos quais estão ligados, desejam há muito remover todas as restrições relativas ao desenvolvimento de combustíveis fósseis. Os congressistas republicanos já estabeleceram os seus planos e estão prontos a implementá-los.

Os católicos têm a oportunidade e a obrigação aqui de amplificar a voz do Papa Francisco na esfera pública, para trazer este ponto de clareza ao debate. Os bispos americanos vêm escrevendo cartas públicas à Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e ao Congresso em apoio a leis de redução da poluição de carbono produzidas em usinas a gás e a carvão. Os bispos americanos se uniram também a uma declaração global de federações episcopais companheiras em seis continentes instando à ação climática na dianteira da COP-21, que resultou no Acordo de Paris – um acordo vinculante entre todas as nações para abordar a questão das mudanças climáticas.

Grupos católicos, como o Catholic Climate Covenant, a Franciscan Action Network e numerosas congregações religiosas femininas, estão atuando não só no apoio a estas políticas, mas também no encorajamento de seus membros e demais católicos a tomarem medidas por si mesmos – tais como instalar painéis solares, desinvestir em combustíveis fósseis, adotar medidas de eficiência energética, mudar o estilo de vida e engajar-se em iniciativas ambientais locais.

Tendo em conta as palavras severas de Francisco e dos bispos, aqui pedimos aos católicos que contatem os membros do Congresso para manifestar apoio a estes programas, hoje mais do que nunca. Medidas semelhantes incluem pedir por escolhas responsáveis na EPA, no Departamento do Interior e no Departamento de Energia, além de defender políticas de energia limpa antes que seja tarde demais.

O amplo esforço comunitário que Francisco diz ser necessário está, em vários sentidos, em processo. Aquelas pessoas mais provavelmente afetadas acontecem de ser também as mais vulneráveis. Este não é o momento para os Estados Unidos se desvencilhar dos compromissos internacionais que vinculam o nosso destino com o destino de outros. A comunidade católica possui uma voz essencial e potencialmente influente para se levantar na defesa da criação.

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