500 anos da Reforma. Encontro de Lund. Rose Nathike Lokonyen, refugiada e atleta olímpica, falará na Arena de Malmö

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04 Outubro 2016

Rose Nathike Lokonyen na capela do Centro Ecumênico. Lokonyen será uma das que vão falar na Arena de Malmö (Foto: FLM/M. Renaux)

A atleta olímpica e refugiada Rose Nathike Lokonyen será uma das que irão falar na Comemoração Luterano-Católica Conjunta na Suécia em 31 de outubro.

A reportagem foi publicada por Federação Luterana Mundial, 30-09-2016. A tradução de Isaque Gomes Correa.

Na Arena de Malmö, quatro pessoas darão um testemunho diante do público. Uma delas é Rose Nathike Lokonyen, refugiada de 23 anos, natural do Sudão do Sul. Desde os 14 anos ela é a chefe casa, cuidando de cinco irmãos/as mais novos.

Dos campos à ovação

Rose conseguiu cuidar de seus irmãos e irmãs e concluir a escola dirigida pela Federação Luterana Mundial. Ela passou a trabalhar para a FLM, motivando para que as meninas voltem para a escola e conscientizando sobre casamento precoce, HIV e estupro – problemas que meninas refugiadas enfrentam. No tempo livre, Rose joga futebol.

A sua desenvoltura como goleira nos gramados é tão boa que a comunidade pediu-lhe que jogasse na equipe local, disputando a “liga de futebol de Kakuma”. No ano passado, a equipe que ela defendia foi a Nairóbi e derrotou o time queniano por 4 a 1. “Peguei todos os pênaltis”, diz ela sorrindo.

Neste ano, Rose ficou famosa como uma das cinco corredoras do Sudão do Sul entre a equipe de refugiados que foi aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Ela carregava a bandeira olímpica quando o grupo entrou no Maracanã sob aplausos e ovação de pé.

Foi um grande momento, segundo ela, e uma grande oportunidade de dar um rosto às 65 milhões de pessoas deslocadas a força ao redor do mundo. “Somos como todo mundo. Podemos fazer qualquer coisa, e o que eu quero é mostrar do que somos capazes”, diz.

A importância do esporte e da educação

No dia 29 de setembro, ela visitou a sede da FLM em Genebra, onde se se encontrou com funcionários. Entre estes estavam os então diretores das 21 operações da FLM em 26 países, incluindo o Sudão do Sul, de onde ela vem, e do Quênia, país que agora ela chama de casa.

“A FLM faz parte da vida de Rose desde que ela veio para Kakuma. Desde então temos seguido todas as notícias sobre ela. Torcemos por pela Rosa e assistimos a todas as corridas em que esteve presente. Ela é um testemunho de força e de resiliência do povo com o qual trabalhamos”, declara Maria Immonen, diretora do Serviço Mundial da FLM.

“O seu exemplo mostra a importância de não apenas provermos alimento e abrigo, mas também atividades culturais, esportes e educação às pessoas deslocadas”, acrescentou. “Temos muito orgulho e estamos bastante honrados em que ela vai dar um rosto ao trabalho do Serviço Mundial da FLM em Malmö”.

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