Segunda maior rede de supermercados do Brasil deixará de vender carne de fornecedor que desmata

Revista ihu on-line

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Revolução Pernambucana. Semeadura de um Brasil independente, republicano e tolerante

Edição: 512

Leia mais

Francisco Suárez e a transição da escolástica para a modernidade

Edição: 511

Leia mais

Mais Lidos

  • Pro Pope Francis: carta aberta de apoio ao Papa Francisco

    LER MAIS
  • Papa Francisco: "Ante a escandalosa corrupção e os enormes problemas sociais, o Brasil precisa que seus padres sejam sinal de esperança"

    LER MAIS
  • Autocrítica do Magistério e reforma da Igreja. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

30 Agosto 2016

Desdobramento do projeto Carne Legal do Ministério Público Federal, a segunda maior rede de supermercados do Brasil, o Grupo Carrefour anunciou, nessa quinta-feira, 25 de agosto, que não comprará mais carne bovina proveniente de desmatamento e violações socioambientais. A iniciativa reforça o acordo firmado em 2009 entre o Ministério Público Federal, produtores de gado da Amazônia e os três maiores frigoríficos do Brasil (JBS, Marfrig e Minerva) com o mesmo objetivo.

A informação foi publicada por Procuradoria-Geral da República, 29-08-2016.

O anúncio foi feito durante o evento ‘Diálogos sobre Pecuária Sustentável’, promovido pela empresa em parceria com o governo do estado do Mato Grosso, com a participação do MPF, representantes de entidades e empresas do setor da pecuária bovina.

Presente no anúncio, o procurador da República Daniel Azeredo, idealizador do acordo assinado em 2009, destacou que o processo teve início com a atuação do MPF. “Mas entendemos que o melhor modelo é o da autorregulamentação pelo setor privado. A união do varejo, frigoríficos e produtores pode ser capaz de aumentar os níveis de proteção em um curto período de tempo”, observou.

Segundo a nova política de compra de carne bovina do grupo, serão vetados fornecedores que vendam produtos provenientes de áreas de desmatamento, embargadas, unidades de conservação, terras indígenas e que utilizem trabalho escravo. Os critérios adotados pelo protocolo de controle da pecuária abrangem todos os biomas brasileiros. O controle será feito por um sistema de monitoramento dos processos produtivos que vai cruzar os dados das plantas produtivas de cada fornecedor do grupo para identificar possíveis irregularidades.

Participaram do evento o governador do estado de Mato Grosso, Pedro Taques, o diretor geral adjunto do Grupo Carrefour, Jérôme Bédier, e o CEO do Grupo Carrefour Brasil, Charles Desmartis.

TAC da Pecuária – Em 2009, o MPF assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que os produtores parassem de comercializar a carne proveniente de áreas desmatadas e que os frigoríficos não comprassem carne de quem desrespeita normas ambientais e trabalhistas. O acordo foi assinado pelas três maiores empresas da área – JBS, Marfrig e Minerva. Estudo publicado na revista científica Conservation Letters, em 2015, atestou a eficácia dos acordos.

Leia mais...

O trabalho nos frigoríficos: escravidão local e global?

Frigorífico JBS é processado em R$ 20 milhões para assegurar direitos trabalhistas de criadores de aves

JBS comprou gado da mãe do maior desmatador da Amazônia

Funcionária da JBS: “Fui demitida por passar abaixo-assinado, pedindo para rever decisão de cobrar nossas refeições”

Na quarta condenação este ano, JBS é condenado por expor trabalhadores ao frio

Escândalo da carne de cavalo na Europa atinge a Nestlé e o JBS

Greenpeace e JBS retomam compromisso pelo fim do desmatamento na Amazônia

JBS Friboi, rastro de sangue

Em nome do bife: Como direitos trabalhistas são moídos na cadeia da carne

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Segunda maior rede de supermercados do Brasil deixará de vender carne de fornecedor que desmata