O trabalho nos frigoríficos: escravidão local e global?

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15 Abril 2016

O IHU ideias é um espaço para debate, análise e avaliação de questões que se constituem em grandes desafios de nossa época. Este evento ocorre às quintas-feiras na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, na Unisinos em São LeopoldoLeandro Inácio Walter, mestre em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS, participou, em 2015, de uma das edições deste evento com o título O trabalho nos frigoríficos: escravidão local e global?

O IHU publica, ecos deste evento, na 238ª edição dos Cadernos IHU ideias artigo elaborado pelo palestrante. O texto é uma reflexão sobre mobilidade humana, saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras em frigoríficos. O autor utiliza-se do termo escravidão para elencar limites da exploração no trabalho e suas repercussões na atualidade. Walter se debruça em pesquisas tematizando as realidades dos frigoríficos. Assim, traça “um panorama sobre a fiscalização no campo do trabalho por órgãos oficiais, dos processos sociais e subjetivos envolvidos no trabalho em frigoríficos, bem como considerações sobre audiências públicas, entrevistas com sindicalistas da Federação dos Trabalhadores da Alimentação do Rio Grande do Sul, membros do Comitê Estadual de Migração e coordenação da organização da sociedade civil CIBAI-Migrações”.

A versão digital do artigo O trabalho nos frigoríficos: escravidão local e global? está disponível no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Entrevista especial

Leandro Inácio Walter contribuiu com o Instituto anteriormente neste debate com a entrevista Frigoríficos. "O medo mantém os trabalhadores na produção".

"O trabalho, no frigorífico, torna-se algo instrumental e o sujeito é descartado assim que perde a produtividade", denuncia Walter, após realizar uma pesquisa com trabalhadores "afastados" de um frigorífico do Rio Grande do Sul. Na entrevista, concedida por telefone à IHU On-Line, ele conta que doenças do trabalho são comuns no processo de produção dos frigoríficos brasileiros, pois as atividades desenvolvidas pelos funcionários são repetitivas. "A organização do trabalho geralmente ocorre em linhas de montagem, em linhas de produção, especialmente nas nórias, onde os frangos são pendurados e o ritmo de trabalho é imposto aos funcionários. As máquinas trabalham e o trabalhador tem que acompanhar o ritmo imposto pela empresa".

De acordo com Walter, os funcionários relatam que, quando as metas de trabalho não eram atingidas, "uma sirene era acionada, avisando que tinha algo errado". Em função disso, menciona, os trabalhadores ficaram com sequelas psíquicas e tiveram reações de pânico. "Muitos ficavam agitados só de ouvir qualquer barulho que se assemelhasse a uma sirene, mesmo fora do ambiente de trabalho. Qualquer barulho semelhante trazia essa lembrança do horror das situações que eram vivenciadas no local", relata.

Confira a entrevista completa no sítio do IHU (clique aqui).

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