Diminuir a poluição na China? Sim, mas só se custar cinco euros

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Bispo brasileiro diz que ordenará mulheres ao diaconato se papa permitir

    LER MAIS
  • Príncipe Charles e Bolsonaro: as duas faces da “diplomacia” dos santos

    LER MAIS
  • Nobel de Economia vai para três estudiosos “comprometidos com a luta contra as pobrezas e as desigualdades sociais”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

14 Julho 2016

Um estudo norte-americano mostra que cada chinês está disposto a pagar para combater os níveis de poluição do país.

Os chineses estão dispostos a pagar para respirar um ar mais limpo. Para reduzir um micrograma de poluição por metro cúbico durante os próximos cinco anos, cada habitante aceita pagar uma média de cinco euros, um euro por ano. A conclusão é do estudo publicado pela organização National Bureau of Economic Research, que analisa dados entre 2006 e 2012 de 81 cidades, incluindo as despesas que cada habitante tem na compra de produtos para purificar o ar e a eficácia de cada um.

A reportagem é de Liliana Borges, publicada por Público, 13-07-2016.

Koichiro Ito, professor na Universidade de Chicago e um dos investigadores envolvidos no estudo, destaca que “alguns governantes chineses” descartam a necessidade de apostar na melhoria da qualidade do ar e acreditam que o país se deve concentrar “apenas no crescimento econômico”, cita o Wall Street Journal. Também o ministro do Ambiente chinês apontava o mesmo no início deste ano, queixando-se da resistência de alguns colegas governantes, no país mais poluente do mundo.

No final do último ano, o país registou os níveis de poluição mais elevados da sua história. As imagens correram o mundo e foram até captadas pela NASA. Os níveis de partículas no ar chegaram a 291 microgramas por metro cúbico, um recorde de poluição e obrigaram o Governo chinês a declarar “alerta vermelho”. Fecharam-se escolas, espaços públicos, proibiu-se a circulação de carros, as actividades ao ar livre e diminuiu-se o tempo limite de construções ao ar livre.

Só em 2013, a poluição atmosférica matou mais de cinco milhões de pessoas na China. As máscaras anti-poluição tornaram-se um acessório normal, mas os purificadores ainda não chegaram a todas as famílias. Nas cidades referidas no estudo, apenas 10 a 15% dos inquiridos tem purificadores em casa.

Apesar do grande investimento em fontes renováveis de energia dos últimos anos, a principal fonte de energia na China é o carvão. Os níveis de poluição são sobretudo provocados pelas fábricas utilizadoras de carvão e pelas grandes emissões poluentes dos veículos.
Os dados mais recentes mostram alguns efeitos animadores para os primeiros quatro meses, com uma redução de 27% da poluição atmosférica nas cidades mais desenvolvidas a Ocidente. No entanto, alguns ambientalistas mais cépticos temem que esta redução se deva apenas à mudança da localização das indústrias alvo das medidas do Governo para zonas mais a Oeste do país, onde os níveis de poluição aumentaram.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Diminuir a poluição na China? Sim, mas só se custar cinco euros - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV