Poluição na China matará 923.000 pessoas até 2030, segundo estudo

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12 Novembro 2015

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou em 2013 que a poluição atmosférica é cancerígena para os humanos. Na China, onde os céus constantemente cinzentos são um dos maiores problemas ambientais, vários estudos tentam estimar o impacto dessa exposição prolongada a partículas nocivas. Todos concluem que a poluição é uma das principais causas do aumento de casos de câncer pulmonar e outras doenças respiratórias no país. Um novo relatório, desta vez centrado nos efeitos sobre o coração, indica que o gigante asiático poderia evitar 923.000 mortes prematuras por enfermidades cardiovasculares nos próximos 15 anos se suas cidades tivessem um ar limpo de forma aceitável.

A reportagem é de Xavier Fontdeglòria, publicada por El País, 11-11-2015.

O estudo, elaborado pela Associação Americana do Coração, estima que, se a China conseguisse reduzir a um nível “razoável” a presença das partículas PM 2,5 (as menores e mais nocivas para a saúde, por sua capacidade de penetrar diretamente nos pulmões), as mortes por ataques cardíacos teriam uma queda de 2,7%, e as causadas por doenças cardiovasculares seriam reduzidas em 7,2%.

Os resultados se baseiam numa presença de partículas em suspensão da ordem de 55 micra (milésimos de milímetros) por metro cúbico, semelhante ao que foi registrado durante os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, quando as autoridades fecharam fábricas, limitaram a atividade da construção civil e restringiram severamente o tráfego de veículos na cidade. Atualmente, a média anual na capital chinesa é de 86 micra por metro cúbico, e no conjunto das zonas urbanas do país fica em 62.

A pesquisa também analisa a hipótese de que a China conseguisse uma qualidade do ar excelente nas suas cidades, ou seja, com uma concentração de partículas PM 2,5 que não superasse a média anual de 10 micra por metro cúbico (o padrão recomendado pela OMS). Nesse caso, poderiam ser evitadas 5,8 milhões de mortes por problemas cardíacos nos próximos 15 anos. Seria uma medida mais eficaz do que, por exemplo, a redução pela metade do número de fumantes ativos e passivos (o que resultaria em dois milhões de mortes a menos, segundo o estudo) ou o controle total da hipertensão na população chinesa (3,58 milhões de mortes a menos).

A grave poluição atmosférica na China é um dos legados do rápido desenvolvimento econômico do país nas últimas décadas. As principais causas da névoa poluente são os vapores industriais – os padrões para suas emissões são menos exigentes do que em outros países, e há pouca fiscalização – e os veículos automotores nas grandes áreas urbanas. Some-se a isso o fato de que o carvão é a principal fonte energética do gigante asiático. Segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, em 2013 esse mineral poluente cobriu 66% da demanda energética chinesa, seguido pelo petróleo (18,4%), as energias renováveis e nuclear (9,8%) e o gás natural (5,8%). Isto se explica pela abundância de carvão no país e por seu processo de extração relativamente fácil e barato.

O problema se agrava nos meses de inverno. Com o início do funcionamento do sistema público de calefação, alimentado a carvão, o gélido norte da China passa a viver permanentemente sob uma capa de poluição que só se dispersa quando sopra o vento. Um relatório elaborado por especialistas da China, EUA e Israel concluiu que os habitantes que vivem no norte da China têm uma expectativa de vida 5,5 anos inferior aos moradores do sul apenas pelo fato de respirarem um ar mais sujo.

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