Em silêncio, Francisco lembra os que cruzaram a fronteira EUA-México

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19 Fevereiro 2016

 Bispos dos EUA assistem à Eucaristia celebrada peloPapa em Ciudad Juárez, sentados no outro lado da rede metálica que separa a fronteira. O altar estava localizado a 80 metros da fronteira dos EUA.

Fonte: Il Sismógrafo, 18-02-2016

Na divisa dos Estados Unidos com o México, o Papa Francisco abençoou uma grande cruz em memória de todos os que cruzaram a fronteira.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 17-02-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Nesse dia, 17 de fevereiro, o papa nada falou, mas apertou suas mãos firmemente em oração e baixou a cabeça em uma oração silenciosa. Deixou um ramo de flores sobre uma mesa em frente à cruz.

Em seguida, para a alegria das pessoas que o assistiam, incluindo muitos imigrantes reunidos em El Paso, Texas, no outro lado da cerca, ele acenou.

A coisa toda durou menos de três minutos. Com centenas de milhares de pessoas à espera da missa papal no lado mexicano, a intenção do papa foi tirar um tempo para reconhecer a significação do lugar.

No pé da grande cruz estavam três pequenas cruzes, as quais o papa também abençoou. Elas irão para as dioceses de El Paso, Ciudad Juárez e Las Cruces, no Novo México.

Segundo do Centro de Pesquisa Pew (Pew Research Center), havia 11 milhões de imigrantes sem autorização nos EUA em 2014, o que representa cerca de 3,5% da população do país. Os mexicanos representam cerca da metade de todos os imigrantes não autorizados, disse o referido grupo de pesquisa em um relatório de novembro passado, embora esse número venha caindo nos últimos anos. Havia 5,6 milhões de imigrantes mexicanos sem autorização vivendo nos EUA em 2014, número abaixo dos 6,4 milhões em 2009.

Mas não são apenas os mexicanos que estão cruzando a fronteira. Cada vez mais são apreendidos imigrantes vindos de países da América Central, em particular El Salvador, Guatemala e Honduras.

De acordo com os números divulgados pelo Controle Fronteiriço dos EUA, 4.353 pessoas morreram tentando atravessar a fronteira entre 2005 e 2015.

O Cardeal Sean O’Malley, de Boston, um dos vários bispos americanos na missa papal em Ciudad Juárez, disse que o breve momento do papa no memorial fronteiriço foi um “grande sinal de esperança para as famílias separadas e que sofrem com as deportações”.

Com uma experiência de 20 anos ministrando principalmente junto a migrantes, o cardeal garantiu: “Estas pessoas trazem uma energia, uma ética de trabalho e um espírito de aventura que fizeram dos Estados Unidos um grande país”.

Lily Limon, da Paróquia Our Lady of Mount Carmel, em El Paso, cujos pais eram imigrantes mexicanos, pôs a mão sobre o seu coração enquanto viu o papa abençoar a fronteira.

“Saber que ele esteve assim tão próximo de nós e que tirou um tempo para nos abençoar e olhar para gente, para os acentos VIPs aqui, para os nossos imigrantes, nossos jovens que cruzaram a fronteira sem documentos; saber que ele tirou um tempo para olhar para os trabalhadores migrantes... é um gesto simplesmente incrível. Para nós é uma experiência inesquecível”. 

Havia cerca de 550 pessoas sentadas no lado americano do Rio Grande participando da missa.

 

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