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06 Novembro 2014

Ainda se move! Existe uma curiosa analogia entre a célebre frase de Galileu, forçado a renegar suas teorias sobre o sistema heliocêntrico, e as tentativas de alguns teólogos que querem negar a evidente descontinuidade entre o projeto ecumênico de Francisco e aquele dos seus predecessores; a centralidade da doutrina católica está sendo, de fato, substituída, num contexto ecumênico, pela centralidade do Evangelho, e isto abre uma nova possibilidade de diálogo com os evangélicos.

A reportagem é de Margherita Ricciuti, publicado pelo periódico Riforma, 07-11-2014. A tradução é de Ivan Pedro Lazzarotto.

Muitos gestos do Papa Francisco parecem criados com base no Evangelho; dentre estes, o convite feito no ano passado aos luteranos, com relação a 2017, a “dialogar sobre a realidade histórica da Reforma, sobre suas consequências e sobre as respostas que surgiram dela. Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal feito uns aos outros e pelos pecados cometidos na frente de Deus, e juntos se regozijar-se pela lembrança de unidade que o Senhor reacendeu nos nossos corações, e que nos faz olhar em frente com uma visão de esperança”. Em maio, no encontro de Jerusalém, o Papa expressou ao patriarca Bartolomeo I a determinação por “manter um diálogo com todos os irmãos em Cristo”, procurando novas maneiras para o exercício “do ministério próprio do Bispo de Roma”, e no mês sucessivo, durante um discurso ao movimento pela Renovação do Espírito: “Ninguém pode dizer: ‘Eu sou o chefe’. Vocês, como toda a Igreja, têm somente um chefe, um só Senhor: o Senhor Jesus”.

Estes pronunciamentos foram seguidos, em julho, da visita do Papa Francisco à Igreja pentecostal de Caserta onde, citando Coríntios, o Papa disse: “O Espírito Santo faz a ‘diversidade’ na Igreja. (...) E essa diversidade verdadeiramente é muito rica, muito bonita. Mas depois, o mesmo Espírito Santo faz a unidade, e assim a Igreja é uma na diversidade. E, para usar uma palavra bonita de um evangélico que gosto muito, (Oscar Cullmann) uma “diversidade reconciliada” pelo Espírito Santo”. Uma nova atenção para o mundo protestante, inédita por um Papa, demonstrada também em agosto com o “cumprimento fraterno” para a abertura do Sínodo das igrejas valdenses e metodistas, e expressamente declarada também a Eugenio Scalfari alguns dias antes, definindo os valdenses “religiosos de primeira ordem”.

Neste contexto de declarada abertura ecumênica é colocada também a iniciativa de alguns padres de Turim, Luciano Allais, Aldo Bertinetti e Fredo Olivero, que – juntamente com Luigi Ciotti do Grupo Abele, Pino Demasi da Associação Livre (Reggio Calabria), Irmã Rita Giaretta da Casa Rut (Caserta), Ernesto Olivero do Sermig, Giacomo Panizza do projeto Sud (Lamezia Terme) e o padre Alex Zanotelli missionário Comboniano – enviaram no Pentecostes uma carta ao Papa propondo, como um passo concreto e de alto valor simbólico, a adesão da Igreja católica como membro efetivo do Conselho ecumênico das igrejas, organismo em que desde 1948 as igrejas cristãs discutem e elaboram, em um relacionamento igualitário, documentos comuns.

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