Viagem à Coreia do Sul repleta de promessas e perigo para um “Papa da Paz”

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12 Agosto 2014

Na quarta-feira, o Papa Francisco sai em viagem de cinco dias à Coreia do Sul. Será a sua primeira excursão à Ásia e uma ida que parece capturar quase com perfeição tanto as promessas quanto o perigo de sua ambição em ser um “Papa da Paz”.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada pelo The Boston Globe, 09-08-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O pontífice deverá se reunir com líderes do governo e participar de um festival asiático de jovens católicos. Irá beatificar um grupo de mártires coreanos dos séculos XVIII e XIX, tendo com isso a chance de chamar atenção para o martírio contemporâneo que acontece da Coreia do Norte, nas proximidades, ao Iraque, para onde o papa nomeou, na semana passada, um representante pessoal para expressar sua preocupação para com os cristãos e outras minorias que fogem de forças islâmicas radicais.

Francisco também vai se encontrar com familiares das vítimas do recente naufrágio do Sewol que matou mais de 300 pessoas e apresentar um roteiro para a missão da Igreja na Ásia durante um discurso aos bispos do continente.

A viagem apresenta alguns desafios a Francisco, o pacificador, em diferentes níveis.

Em primeiro lugar, está a própria divisão da Coreia. Francisco vai tentar enviar sinais de abertura ao longo de toda Zona Desmilitarizada da Coreia que separa a península, sem provocar o regime norte-coreano. O papa irá querer promover uma reconciliação, mas não poderá se dar ao luxo de fechar os olhos para os problemas do norte, incluindo os cerca de 200 a 400 mil cristãos que, supõe-se, definham em campos de trabalho forçado.

Nada indica que Francisco vá apresentar outra surpresa, convidando líderes das duas Coreias a se juntar a ele para uma oração de paz no Vaticano, assim como fez com líderes israelenses e palestinos em visita ao Oriente Médio no último mês de maio, ou que vá realizar um momento icônico como aquele feito em Belém ao parar na barreira de segurança que divide Jerusalém da Cisjordânia.

Por outro lado, como disse o Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano: “O papa pode sempre nos surpreender”.

A viagem já mostrou o quão complicado pode ser mover-se em regiões divididas, na medida em que a Coreia do Norte não aceitou o convite para enviar uma delegação à missa papal a ser realizada no dia 18 de agosto em Seul.

Além dos norte-coreanos, Francisco irá também falar para outro público que não se fará presente fisicamente, mas que, com certeza, estará à escuta: a China, em particular o presidente Xi Jinping, com quem Francisco já andou conversando.

A China é um dos poucos países que não mantêm relações diplomáticas com o Vaticano e que, há muito, está entre as prioridades de Roma, que considera as relações com Pequim algo essencial para a expansão do alcance da Igreja na região. O Vaticano quer também melhorar a sorte dos aproximadamente 13 milhões de católicos chineses, muitos dos quais obrigados a praticar sua religiosidade escondido.

Pela primeira vez um papa irá, de fato, voar sobre a China no caminho à Coreia do Sul. (Quando o falecido Papa João Paulo II visitou a Coreia em 1984 e novamente em 1989, contornou o espaço aéreo chinês.) É tradição dos papas enviarem telegramas para cada um dos países sobre os quais irá voar, e no caso esta mensagem breve será vista como um sinal de abertura.

Francisco não é europeu, e quanto a conflitos tais como o da Síria a sua posição está mais próxima à da Rússia e China do que a das potências ocidentais. Isso pode trazer-lhe vantagens onde outros papas recentes não tiveram sucesso em termos de aproximação com a China, sendo esta viagem uma chance para dar um passo nesse sentido.

Além destas questões geopolíticas, Francisco terá um papel de pacificador os níveis inter-religiosos e ecumênicos.

O catolicismo na Coreia do Sul experimentou um forte crescimento, tendo sua parcela da população dobrado em números nos últimos 20 anos alcançando 10%, o que representa quase 5 milhões de pessoas. No entanto, continuam sendo uma minoria inserida numa cultura budista majoritária, e esta será a primeira vez em que Francisco será testado em termos de sua capacidade de lidar com uma das maiores tradições religiosas da Ásia oriental.

João Paulo II teve um começo difícil com os budistas, irritando muitos ao afirmar, num livro publicado em 1994, que o budismo “é em grande medida um sistema ateu”. Sem dúvida, Francisco espera evitar um tropeço semelhante ao mesmo tempo em que buscará preparar terreno para reatar relações mais fortes.

Dentro do cenário cristão, a Coreia está sendo o lar para um avivamento evangélico e pentecostal florescente. As relações entre católicos e pentecostais têm sido difíceis na Coreia, bem como em muitos outros lugares, mas Francisco parece ter um carinho especial pela espiritualidade carismática típica do pentecostalismo e poderia usar sua viagem para construir pontes.

Por fim, há um conflito local que o papa pode não estar em condições de evitar.

Familiares das vítimas do naufrágio de Sewol estão atualmente acampados numa praça na cidade de Seul onde o pontífice deverá rezar uma missa no dia 16 de agosto, pedindo que o governo abra uma investigação independente. Os familiares prometeram resistir caso a polícia tente tirá-los do local, o que poderá preparar o palco para um confronto feio, e Francisco poderá se ver pressionado a contornar a situação.

Para o primeiro papa chamado “Francisco”, ser promotor da paz é parte necessária da função, no espírito do grande santo medieval que, certa vez, cruzou a linha de batalha durante a Cruzadas para tentar romper a divisão.

Esta viagem, de 13 a 18 de agosto, à Coreia do Sul apresenta-se como um dos testes mais severos até então para a capacidade do papa em traduzir aquele objetivo ambicioso em realidade concreta.

Cobertura mundial da viagem do papa

Inés San Martín, do jornal The Boston Globe, quem será um dos principais pilares de nosso site “Crux”, em breve a ser lançado, já está na Coreia do Sul trabalhando na cobertura da viagem do papa. Fique por dentro de suas histórias no site Bostonglobe.com a partir desta segunda-feira. Eu estarei no avião papal com Francisco e começarei a postar reportagens na terça-feira, quando chegar a Seul.

Martírio, aqui e agora

O martírio é um dos grandes temas da viagem papal à Coreia, e à luz dos eventos recentes esta ida torna-se muito muito mais oportuna.

No sábado, Francisco beatificará Paul Yun Ji-Chung, um leigo do século XVIII considerado um dos pais fundadores do catolicismo na Coreia, junto de outros 123 crentes que morreram durante a repressão das autoridades da dinastia Joseon por, entre outras coisas, se recusarem a participar de ritos confucianos, então vistos como parte da identidade nacional.

A beatificação é o passo final antes da canonização, o que irá permitir chamar estes mártires de “beatos”. O catolicismo coreano vê a si mesma como uma igreja de mártires, com a lista oficial incluindo cerca de 16 mil católicos mortos durante diferentes períodos de perseguição.

Ainda que estes mártires pertençam ao passado, com certeza Francisco estará ciente de que o martírio se faz muito presente entre nós, aqui e agora.

Na verdade, ele não pode ignorar o fato de que logo do outro lado da Zona Desmilitarizada da Coreia, ao norte, cristãos enfrentam formas sistemáticas de perseguição que, sem dúvida, é a mais grotesca em todo o mundo. Desde o armistício em 1953, que estabeleceu a divisão da península, cerca de 300 mil cristãos na Coreia do Norte simplesmente desapareceram e, supõe-se, estão mortos.

A atitude na Coreia do Norte de se voltar contra os cristãos é tão forte que mesmo as pessoas com avós cristãos são deixados de lado dos trabalhos mais importantes – uma grande ironia, visto que a mãe do fundador Kim Il Sung foi uma diaconisa presbiteriana.

Na realidade, será estranho se Francisco celebrar a memória dos mártires de três séculos atrás sem ao menos reconhecer a realidade de que muitos coreanos, hoje, estão pagando um preço semelhante. Pensar uma forma de fazer isso sem irritar os norte-coreanos, o que poderia dificultar a vida destes cristãos, estará entre os desafios mais duros do pontífice.

Ao mesmo tempo, Francisco tem uma situação de martírio cada vez maior para se preocupar: é a situação no Iraque, onde acredita-se que cerca de 100 mil cristãos estão refugiados desde o novo califado decretado pelo grupo radical Estado Islâmico no norte do país.

Na quinta-feira, o patriarca católico de Bagdá, Louis Raphael I Sako, descreveu o que está acontecendo como “um verdadeiro genocídio” e fez um pedido urgente de ajuda.

“Os cristãos estão caminhando a pé no verão escaldante do Iraque em direção às cidades curdas de Erbil, Duhok, e Soulaymiyia. Entre elas estão pessoas doentes, idosas, crianças, e mulheres grávidas”, disse o patriarca. “Estas pessoas estão enfrentando uma catástrofe humana e correndo o risco de um verdadeiro genocídio. Elas precisam de água, comida, abrigo...”.

Um dia antes, o Papa Francisco falou sobre a crise iraquiana, convocando a comunidade internacional a “proteger todos aqueles afetados ou ameaçados pela violência e garantir toda a assistência necessária às pessoas que foram tiradas de suas casas, cuja sorte depende inteiramente da solidariedade dos outros”.

Na sexta-feira, Francisco nomeou o cardeal Fernando Filoni, atualmente chefe do departamento missionário do Vaticano e ex-embaixador papal em Bagdá, como o seu representante pessoal na busca de solidariedade e auxílio aos iraquianos.

Filoni é o principal especialista do papa para assuntos relacionados ao Iraque, tendo trabalhado como núncio papal, ou embaixador, em Bagdá de 2001 a 2006. Isso pôs Filoni no centro dos acontecimentos durante a invasão liderada pelos americanos em 2003, quando era o único diplomata ocidental que não abandonou o seu posto enquanto as bombas caíram.

Filoni permaneceu durante o rescaldo da Guerra, enquanto os cristãos se viram como alvos primários em meio ao caos crescente. Ele se recusou a adotar medidas especiais de segurança, com isso querendo enfrentar os mesmos riscos que as pessoas do local que não tinham acesso a guardas e veículos motorizados. Filoni disse que seu objetivo era ser visto “como um iraquiano pelos iraquianos”.

Esta escolha quase lhe custou caro em fevereiro de 2006, quando um carro-bomba detonou do lado de fora da nunciatura, demolindo um muro e estilhaçando os vidros das janelas, porém não deixando ninguém ferido.

Depois, um empreiteiro muçulmano apareceu com 30 trabalhadores para reparar o dano, por respeito à solidariedade mostrada por Filoni.

Filoni, que deveria acompanhar o Papa Francisco na viagem à Coreia, irá partir na segunda ou terça-feira para o Iraque. Ele deve se reunir com líderes cristãos e autoridades governamentais, além de também organizar uma ajuda aos refugiados e os que procuram por abrigo. Nesta semana um porta-voz do Vaticano disse que Francisco igualmente planeja convocar uma reunião em Roma, no mês de setembro, com todos os seus embaixadores do Oriente Médio para falar sobre possíveis iniciativas no sentido de ajudar a minoria cristã da região.

Beatificar 124 mártires em Seul, no próximo sábado, oferece ao Papa Francisco um cenário para aumentar a consciência sobre a situação dos mártires desta geração e, dado o drama que se desdobra neste momento, grande parte disso pode depender de como ele se levanta diante do desafio.

A reação vaticana aos ataques aéreos no Iraque

Quando os Estados Unidos foram para a guerra no Iraque em 1991 e em 2003, o Vaticano foi um crítico feroz dos conflitos. Por outro lado, o Papa Francisco e outras autoridades vaticanas vêm clamando há meses à comunidade internacional para ajudarem as minorias em luta no país, incluindo a minoria cristã.

Nesse sentido, os analistas do Vaticano estão ansiosos para avaliar a resposta aos ataques aéreos dos EUA que se iniciaram nesta sexta-feira. Trata-se de um caso em que Roma parece estar sendo puxado para diferentes direções, e talvez isso responda pelo que, até então, tem sido uma reação silenciosa.

Antes de tudo e para ficar claro: embora o pacifismo seja uma opção legítima dentro da doutrinal social católica, ele não é obrigatório, e os últimos papas não foram pacifistas. O falecido Papa João Paulo II ajudou a cunhar o termo “intervenção humanitária” na década de 1990 em lugares tais como o Haiti e a Bósnia, onde apoiou exercícios de manutenção da paz destinados a defender populações civis e a desarmar agressores.

No caso da nova campanha americana no Iraque, os ataques visam, em parte, facilitar a entrega de ajuda humanitária, o que Francisco colocou como uma prioridade urgente.

Além disso, a ação veio depois que o Conselho de Segurança da ONU condenou a agressão do grupo Estado Islâmico e pediu apoio ao Iraque, dando à campanha americana certo grau de garantia internacional – um dos testes do Vaticano para o uso moralmente legítimo de força.

Por outro lado, a maioria dos diplomatas vaticanos acredita que a invasão liderada pelos EUA em 2003 lançou as bases para a instabilidade e para a tensão sectária, o que radicais hoje estão explorando.

Consequentemente, há um ceticismo embutido toda vez que forças americanas se colocam em posição de ação militar no país.

Além disso, o Vaticano crê que a fórmula ideal para uma intervenção humanitária é aquela que ocorre sob o aval formal das Nações Unidas, com uma base clara no direito internacional, de forma que não seja apenas um Estado ou uma “coalizão dos dispostos” perseguindo sua próxima agenda política.

Mais basicamente, o Vaticano pensa, como os últimos papas disseram repetidas vezes, que a “guerra é sempre uma derrota para a humanidade”, portanto ninguém irá sair por aí e aplaudir campanhas de bombardeio.

Sem dúvida, este é um daqueles casos em que o silêncio significa consentimento relutante. Normalmente, quando um país começa a lançar bombas, as autoridades vaticanas estão entre os primeiros a protestar. Neste caso, o que vem ocorrendo é um silêncio simplesmente.

“Ninguém aqui está comemorando”, disse um diplomata do Vaticano ao The Boston Globe no sábado. “Mas, quando algumas pessoas estão correndo risco, elas precisam ser defendidas (...), isso está claro”.

Em outras palavras, o Vaticano não deu sinal verde, mas também não deu sinal vermelho. Está mais parecido com o amarelo – prossiga com cautela.

Para constar, outra razão para a discrição do Vaticano é a preocupação em não transformar a situação numa cruzada armada para defender os interesses cristãos, o que poderia ser utilizado como propaganda política por radicais islâmicos.

Pelo mesmo motivo, as autoridades foram bem claras na semana enfatizando que a missão de Filoni não se resume apenas aos cristãos, mas a todas as minorias vulneráveis e que o Vaticano apoia soluções políticas locais para proteger os direitos de todos.

Ordens religiosas e dinheiro

O Papa Francisco fez da transparência financeira uma de suas prioridades entre as reforças no Vaticano, e desde o começo os arquitetos desta operação de limpeza insistiram que o objetivo não é só pôr a própria casa do Vaticano em ordem. Mais do que isso, trata-se de dar o tom à Igreja em todos os níveis, trazendo a transparência e a responsabilidade fiscal para a ordem do dia.

Esta semana trouxe um indicativo de que este esforço está se materializando, na medida em que a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica – conhecida como a “Congregação para os Religiosos” – publicou um novo conjunto de orientações sobre como as ordens religiosas devem lidar com seu dinheiro.

As ordens religiosas tais como a dos franciscanos, dominicanos e jesuítas estão entre os atores financeiros mais importantes na Igreja, muitas vezes administrando as maiores e mais complexas universidades, escolas e hospitais. Portanto, a forma como elas gerenciam os seus ativos tem consequências em todo o espectro.

As novas diretrizes, ou orientações, resultam de um simpósio realizado pela Congregação para os Religiosos sobre a gestão de bens, em março, e em linhas gerais, o seu objetivo é insistir que as ordens religiosas adotem as melhores práticas seculares de orçamento e contabilidade, incluindo auditorias independentes.

“A transparência é fundamental para a experiência e eficácia da missão”, lê-se no documento de 23 páginas.

Entre outras coisas, as diretrizes afirmam que os métodos contábeis deveriam manter os ativos das obras mantidas pelas ordens, tais como hospitais ou escolas, separadas daqueles da própria ordem – em parte, presume-se, para evitar a tentação de se tirar dinheiro das primeiras [as obras] a fim de subsidiar as segundas [as ordens religiosas]. As orientações também insistem para que as ordens tenham uma forma padronizada de relatórios em todos os seus ramos e que cada unidade dentro delas deveria ter um orçamento anual claramente especificado.

Estas diretrizes pedem às ordens para refletirem sobre se todas as suas atividades estão verdadeiramente em consonância com a sua missão original, que no vocabulário católico é conhecido como o “carisma”. Isso tende a se constituir como um enigma especial nas culturas tradicionalmente católicas, tais como a que se tem na Itália, onde ao longo dos os séculos as ordens se encontram, muitas vezes, administrando toda a espécie de empreendimento deixado por benfeitores ricos, desde hotéis e lojas de presentes a restaurantes e vinhedos.

Resta ver o que a Congregação para os Religiosos irá fazer para determinar se estas diretrizes estão sendo implementadas. Honestamente, os departamentos do Vaticano são famosos por publicar editos que têm pouco impacto no mundo real porque ninguém os segue, e não parece haver motivo algum para se pensar que, dessa vez, as coisas serão diferentes.

No entanto, se algumas ordens religiosas adotarem parte das normas apresentadas, a Igreja Católica dará vários passos em direção à transparência sobre a questão do dinheiro, aspecto em que a reforma do atual papado está se esforçando sobremaneira.

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