"Xi Jinping quer uma reunião com o papa". Liu Ruiqi fala, enviado de Pequim para o Vaticano

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26 Outubro 2018

Depois do acordo sobre os bispos firmado por Francisco, continuam as trocas culturais com a China.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 25-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

"É principalmente no plano do intercâmbio cultural que o Vaticano e a China querem continuar o trabalho após a assinatura do acordo sobre a nomeação dos bispos. E, nesse sentido, acredito que Xi Jinping, secretário-geral do Partido Comunista Chinês, deseja se encontrar em breve com Francisco para garantir que o acordo seja seguido por ações concretas de intercâmbio cultural".

Liu Ruiqi esteve presente na última quarta-feira em Castel Gandolfo para o concerto de música clássica “Mater: a Beleza nos une”, (em que se apresentou o tenor Cristian Ricci junto com a soprano chinesa Mas Fei, acompanhados pela pianista Silvia Carta), organizado pelo Governorador do Estado da Cidade Vaticano e pela Culture&brand Research Group da organização Chinese Atendees of Academic Exchange on Religion and Culture, em essência uma equipe que em nome de Pequim trata do impacto da religião no desenvolvimento social. "São iniciativas como esta empreendidas no âmbito do trabalho dos Museus Vaticano com diversas realidades culturais chinesas - afirma Liu Ruiqi - que permitem que a porta aberta pelo acordo Vaticano-China sobre os bispos comece a encontrar também no plano prático, um terreno de trabalho e crescimento".

Algumas semanas se passaram desde a histórica assinatura do acordo. Dois bispos chineses participaram do Sínodo sobre os jovens, ainda em curso no Vaticano. Mas a esperança é que o caminho recém iniciado leve a uma colaboração mais ativa. A chamada "diplomacia da arte" foi imediatamente vista por Francisco como uma forma concreta de trabalhar. O concerto desta semana foi mais uma iniciativa nesse sentido, promovido pelos Museus Vaticanos que estão planejando expor, com o beneplácito de Pequim, algumas obras artísticas na Cidade Proibida, o palácio imperial das dinastias Ming e Qing.

Simultaneamente, algumas obras chinesas vão desembarcar nas galerias dos mesmos Museus, para uma abertura de crédito que confirma a vontade de seguir, principalmente através de sinais externos, um caminho que poderia dar frutos até agora inesperados.

Para a China, a estrada passa, em suma, pela busca de consonâncias principalmente no nível cultural. Não é coincidência que Liu Ruiqi afirme: "Nosso povo e o povo cristão têm muito em comum. A começar pelo respeito mútuo, pela busca do amor entre nós e entre os povos, pela insistência sobre a justiça social e sobre a paz. Há também o tema de uma nova ecologia, de escolhas de vida mais sóbrias e que saibam evitar os desperdícios, que saibam se valer do uso das coisas recicladas”.

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