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04 Agosto 2018

O Papa Francisco recebeu nessa sexta-feira, 3, em audiência privada, a senhora Marinette Silva, mãe da brasileira Marielle Franco da Silva (Rio de Janeiro, 27 de julho de 1979 – Rio de Janeiro, 14 de março, 2018), morta com quatro tiros na cabeça há cinco meses. Marielle era uma famosa defensora dos direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro. Ela foi morta na noite entre 14 e 15 de março junto com o seu motorista, Anderson Pedro Gomes. Tratou-se de uma execução.

A nota é de Il Sismografo, 03-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A revista Famiglia Cristiana lembrava recentemente: “Nascida e criada na favela da Maré, uma das zonas mais violentas do Rio, Marielle Franco, 38 anos, tinha se formado em sociologia e administração pública. Há duas semanas, tinha se tornado presidente da comissão municipal criada para supervisionar as intervenções militares decretadas na cidade pelo presidente Michel Temer para conter a violência. Várias vezes, Marielle tinha denunciado as ações ilegais das forças policiais dentro das favelas.

Da esquerda para a direita: Marinete Silva, mãe de Marielle, a jurista Carol Proner, Papa Francisco, Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da Comissão Nacional da Verdade, e a pastora luterana Cibele Kuss (Foto: Arquivo Pessoal)

“Esse fato arrepiante é mais um exemplo dos perigos enfrentados pelos defensores dos direitos humanos no Brasil”, declarou Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional Brasil. O presidente brasileiro Temer definiu esse crime como um ataque à democracia e assegurou que a justiça será feita.

O telefonema do papa

Lucia Capuzzi, no jornal Avvenire, conta: “Quatro dias depois do homicídio de Marielle Franco, a filha Luyara Santos, de 19 anos, pegou caneta e papel e escreveu ‘uma carta afetuosa’ ao Papa Francisco. ‘Tratava-se de uma missiva muito curta e muito simples, em que Luyara lhe contava o ‘rasgo’ que havia sentido na alma por causa da morte da mãe, comprometida com a denúncia dos abusos da polícia contra os moradores das favelas. E lhe pediu para rezar por ela, para que o Senhor lhe desse a força para seguir em frente’, disse ao Avvenire Lucas Scherer, da fundação argentina Alameda, que atuou como intermediária entre o Rio e o Vaticano.

“Seu presidente, Gustavo Vera, assim como Scherer, ativistas contra o tráfico, são velhos conhecidos de Jorge Mario Bergoglio. Foi Vera que entregou a carta ao ‘amigo papa’. Vinte e quatro horas depois, Francisco telefonou para a casa da vereadora do Rio de Janeiro, massacrada junto com o motorista no dia 14 de março. A moça não estava. Porém, encontrou a mãe de Marielle, Marinette, a quem ‘expressou sua solidariedade e seu afeto’, continua Scherer.

“O assassinato de Marielle comoveu o Brasil e toda a América Latina. Em todo o continente, foram organizadas manifestações para pedir justiça. Uma investigação recente revelou que as balas usadas para matar Marielle pertenciam a um lote que estava nas mãos da polícia. A um mês da polêmica decisão de implantar o Exército na cidade carioca em função anticrime, o governo começa a recuar. Os militares anunciaram sua retirada da favela de Vila Kennedy, ocupada em 23 de fevereiro passado por mais de 3.000 homens e definida como o ‘laboratório’ da nova estratégia. Ao mesmo tempo, o presidente Michel Temer decidiu alocar apenas um terço dos 800 mil euros inicialmente previstos para a atuação do Exército.”

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