Amplia-se a distância entre Francisco e a Igreja dos EUA: papa envia Parolin em missão

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16 Novembro 2017

Embora os cardeais “grandes eleitores” estadunidenses tenham sido determinantes para a eleição de Jorge Mario Bergoglio como papa (e logo reivindicaram esse papel), há algum tempo, nos Estados Unidos, registram-se sinais de uma crescente “distinção” em relação ao Papa Francisco.

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada por L’Huffington Post, 15-11-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nos últimos dias, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado vaticano, foi encarregado de uma dupla missão (impossível?) nos Estados Unidos. Nessa terça-feira, 14, ele foi recebido pelo vice-presidente, Mike Pence, na Casa Branca, que, nestes dias, festeja um ano desde a eleição de Donald Trump.

Ele também foi o enviado papal em meio à Conferência Episcopal Estadunidense reunida por inteiro (196 bispos, arcebispos e cardeais) para o centenário da sua constituição, no encontro de outono em Baltimore.

O apoio a Bergoglio e a distância do Papa Francisco – já sublinhada pela escolha, como presidente, do “conservador” Daniel DiNardo – desembocou, na terça-feira passada, em uma votação surpreendente, que mostra uma Igreja Católica estadunidense dividida.

Decidia-se um papel – o de presidente do Comitê “pro-life”, um dos mais importantes da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, na sigla em inglês). O comitê é tradicionalmente presidido por um cardeal, e um dos candidatos ao cargo era Blase Cupich, levado por Francisco da pequena diocese de Spokane para dirigir a diocese de Chicago e criado cardeal em 2016, em suma, um dos homens de ponta do papa nos Estados Unidos. Contra ele, concorria Joseph Naumann, arcebispo de Kansas City. Prevaleceu este último com 96 votos (54%), enquanto Cupich ficou nos 46%.

Naumann e Cupich são representantes de duas visões opostas da Igreja. Naumann é aquilo que se chamaria de um “guerreiro cultural”. Cupich é considerado um defensor do compromisso social e do diálogo, mesmo às custas de impedir as orações dos padres em frente aos centros de aborto ou ao uso da missa em latim durante o Tríduo Pascal.

A votação é um barômetro do apoio ao Papa Francisco entre a hierarquia estadunidense, observa o Wall Street Journal. Durante as eleições presidenciais de 2016, Naumann chamou o católico pró-aborto Tim Kaine, que concorria como vice-presidente de Hillary Clinton, de “um democrata ortodoxo e um católico de cafeteria”.

Na Casa Branca, o secretário de Estado vaticano encontrou-se com o vice-presidente, Pence, evangélico e pro-life. Aos microfones da rede católica EWTN, Parolin enfatizou que o primeiro ponto no centro da conversa foi “a grande preocupação com a paz no mundo”. “Há muitos pontos de atenção, começando pelo Oriente Médio, a península coreana, a Venezuela.” Falou-se também – explicou o secretário de Estado vaticano – “da ação e colaboração que podemos ter para tentar levar paz e estabilidade para muitas situações”.

Entre os temas sobre a mesa, também estiveram “a imigração, a defesa da vida, a liberdade religiosa. São temas – acrescenta o purpurado – importantes para a Santa Sé. Também falamos de migração, reiterando a posição da Igreja, uma abordagem compassiva ao tema das migrações”.

O cardeal Parolin não quis comentar as decisões do governo Trump em termos de imigração e, em particular, o fechamento do programa DACA desejado pelo governo Obama sobre os Dreamers. A medida afeta cerca de 800 mil imigrantes irregulares. “Mas também falamos disso, e o vice-presidente disse que há um trabalho em curso sobre esse tema, esperando que ele possa ser resolvido.”

Por fim, na lista de espera, encontra-se a verdadeira estreia da nova embaixadora dos Estados Unidos junto à Santa Sé, Callista Gingrich (que relançou no Twitter o encontro na Casa Branca), que já chegou em Roma há alguns dias. Para a apresentação das credenciais ao Papa Francisco, provavelmente se esperava a visita de Parolin.

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