Patriarca ortodoxo grego de Alexandria e de toda a África reinstituirá a ordem das diaconisas

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28 Outubro 2017

“A reinstituição do diaconato feminino não constitui uma inovação, mas sim a revitalização de um ministério antigamente funcional.”

A reportagem é de Rose Gamble, publicada no sítio da revista The Tablet, 26-10-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Patriarca ortodoxo grego de Alexandria e de toda a África está prestes a reinstituir a antiga ordem das diaconisas, a fim de servir melhor às necessidades pastorais do Patriarcado, que atua todo o continente africano.

O Patriarcado de Alexandria está atualmente reunido para o seu Sínodo de dois dias, no qual os participantes liderados pelo Papa Theodoros II, Papa e Patriarca de Alexandria e de toda a África, estão discutindo “A questão africana realmente essencial: o matrimônio eclesiástico em afinidade africana”.

Um grupo de nove proeminentes liturgistas ortodoxos gregos – que se definem como professores ativos e eméritos de liturgia e de teologia litúrgica em várias escolas e seminários teológicos na Grécia e nos Estados Unidos – emitiu, então, uma declaração de apoio à medida.

“A reinstituição do diaconato feminino não constitui uma inovação, como alguns nos gostariam de nos fazer acreditar, mas sim a revitalização de um ministério antigamente funcional, vibrante e efetivo, a fim de proporcionar a oportunidade para que mulheres qualificadas ofereçam, na nossa era, os seus dons únicos e específicos a serviço do povo de Deus”, escreveram no seu blog Panorthodox Cemes.

O grupo indica que o processo de restauração requer que o papel e as funções das diaconisas sejam “identificados, propriamente definidos e claramente afirmados”. Eles também sugerem que as vestimentas públicas e o método de indicação e remoção das diaconisas devem ser discutidos.

Em maio do ano passado, o Papa Francisco disse a um grupo internacional de mulheres e homens religiosos que a Igreja Católica precisava das vozes, da contribuição e das experiências das mulheres.

Ele continuou dizendo que, embora as mulheres possam ser nomeadas como chefes de alguns escritórios da Cúria vaticana, isso não seria suficiente para “preencher o papel” que as mulheres deveriam ter na Igreja Católica.

O importante é assegurar que as mulheres tenham uma voz e sejam ouvidas, porque a Igreja precisa das suas contribuições específicas, mais fortes e intuitivas, disse o pontífice. Ele acrescentou que a Igreja precisa do “gênio feminino”.

Francisco também disse à União dos Superiores Gerais (UISG), que se reuniu em Roma em maio de 2016, que não estava claro para ele qual papel as diaconisas desempenharam durante o cristianismo primitivo. “Seria bom para a Igreja esclarecer esse ponto”, disse ele, em comentários relatados pelo National Catholic Reporter.

No entanto, embora o fato de permitir diaconisas seria visto como um primeiro passo possível rumo ao sacerdócio, a bordo de um voo papal em novembro do ano passado, o Papa Francisco disse aos jornalistas que ele acha que a proibição da Igreja Católica Romana sobre a ordenação sacerdotal às mulheres continuará para sempre, dizendo que a declaração do seu antecessor Papa João Paulo II sobre a questão “vai nessa direção”.

“Sobre a ordenação de mulheres na Igreja Católica, a última palavra é clara”, respondeu Francisco, antes de mencionar a carta apostólica de João Paulo II de 1994, que proíbe a prática, intitulada Ordinatio sacerdotalis. “Ela foi dada por São João Paulo II e permanece.”

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