Marie Collins agradece ao Papa pelo seu compromisso com a ‘tolerância zero’: “É o caminho a seguir”

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25 Setembro 2017

A política do Papa Francisco de "tolerância zero" para os clérigos abusadores "é o caminho a seguir", mas mesmo com a liderança corajosa do Pontífice, a política é "inútil" se não tiver o apoio dos demais bispos do mundo. Esta é a advertência da irlandesa Marie Collins, da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, que também elogiou a "sinceridade e a transparência" que o Pontífice trouxe à Igreja nesta questão.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 23-09-2017. A tradução é de André Langer.

"A tolerância zero é o caminho a seguir, mas é inútil se não houver sanções para aqueles que não a colocarem em prática", disse Collins ao portal Crux. "Meu problema com a tolerância zero ou qualquer outra política que precisa ser implementada é: o que você faz quando ela não é seguida?"

A especialista em abusos sexuais na Igreja respondeu dessa maneira ao importante discurso do Papa proferido na quinta-feira para a comissão vaticana anti-pederastia, ocasião que ele aproveitou para insistir mais uma vez que a Igreja aplicará "as medidas mais firmes" contra sacerdotes abusadores e bispos acobertadores, cúmplices de um "pecado horrível" que machucou, envergonhou e deixou em "uma ruína terrível" não apenas a Igreja, mas também toda a humanidade.

Embora Collins tenha dito palavras de gratidão pelo compromisso expressado na quinta-feira pelo Pontífice – e especialmente pelo apoio das sessões de formação que membros da Comissão proporcionaram a Conferências Episcopais do mundo inteiro –, a irlandesa declarou que "a peça que falta" ainda na resposta da Igreja aos abusos é "a prestação de contas". "Nenhuma política serve se não houver alguma consequência por ignorá-la", denunciou a irlandesa.

O principal instrumento com o qual o Papa Francisco procurou responder a essa demanda dos especialistas da comissão anti-pederastia para que a hierarquia assumisse sua parte da culpa por não ter respondido adequadamente às vítimas de abusos foi a criação do tribunal especial para bispos acobertadores que ele propôs no Motu Proprio Como uma Mãe Amorosa. Tribunal que foi boicotado, vale lembrar, pelo cardeal imobilista Gerhard Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mas que é fundamental, segundo Collins, para que a Igreja assegure a existência de um efeito dissuasivo para abusadores e também para mostrar firmeza com eles e seus acobertadores.

Quanto ao futuro da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores – que na quinta-feira, com a entrega ao Papa das conclusões dos três anos de seu trabalho, chegou ao fim do seu mandato –, Collins disse que é crucial que as vítimas de abusos continuem a ter voz e voto dentro das estruturas da Igreja. Embora, às vezes, as vítimas sejam vistas como pessoas "difíceis", disse que a irlandesa – "porque somos desafiadores e queremos ver mudanças" –, elas formam um grupo "muito disposto para conversar e ajudar". Mas o problema "é que a Igreja precisa ser desafiada" quanto à sua resposta aos abusos, disse a especialista: "É a única maneira de fazer as coisas mudarem!"

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