Emmanuel Macron passou parte da sua infância com os jesuítas

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04 Junho 2017

Foi no Colégio La Providence, em Amiens, que Emmanuel Macron foi formado na excelência segundo os princípios inacianos – e onde conheceu sua futura esposa. Um espírito “filho dos jesuítas” que ele compartilha com Jean-Paul Delovoye, François Ruffin e Laurent Delahousse.

A reportagem é de Zineb Dryef, publicada por Le Monde, 02-06-2017. A tradução é de André Langer. Publicamos um breve extrato. A reportagem completa pode ser lida no sitio do jornal francês.

Ele passou pelo Colégio La Providence. Nestes prédios imponentes erguidos em 1950 ao longo do bulevar Saint-Quentin, no Bairro Henriville, o mais tranquilo e o mais destacado de Amiens. Uma história tão romanesca que a imprensa do mundo inteiro – americana, inglesa, sueca, holandesa, chinesa, japonesa, suíça – veio recolher as memórias de quem conheceu Emmanuel Macron, este ex-aluno que se casou com uma das suas professoras, 24 anos mais velha que ele, e que se tornou o mais jovem presidente da República francesa.

Durante a campanha eleitoral, as câmeras puderam registrar apenas as grades azuis fechadas do estabelecimento privado. Depois das eleições, elas são abertas aos curiosos. Amáveis, os ex-professores falaram com entusiasmo sobre o aluno prodígio. O padre Philippe Robert, professor de Física e Química: “Primeiramente, no dia do seu ‘bac blanc’ [prática para o exame de bacharelado] de francês, quatro professores ficamos, por puro prazer, no fundo da sala de aula para ouvi-lo dissertar sobre os salões literários do século XVIII. Ele foi deslumbrante” (Paris Match).

Seu professor de História, Arnaud de Bretagne: “Emmanuel era um batalhador, alguém muito maduro para a sua idade, que gostava do contato com os adultos e que fazia muitas perguntas. Alguém entusiasmante” (Le Parisien). Marc Defernand, professor de História e Geografia: “Eu o imaginava como um grande ator de teatro clássico. Certo dia, eu lhe disse: ‘Se você continuar nesse caminho, será o Gérard Philipe do século XXI’. Cada século teve um personagem extraordinário; ele, talvez, seja o do século XXI” (TF1).

A “Pro” é a história de uma fábrica provincial das elites, mistura de ritos imutáveis e de uma incrível capacidade de se adaptar às evoluções da sociedade.

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