Macron teve o voto católico, protestante e muçulmano para se eleger presidente

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10 Maio 2017

Apesar das poucas informações que lhes deram seus pastores, ao final os católicos franceses escolheram com a cabeça. É o que diz uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no jornal La Croix, que evidencia que a maioria dos católicos franceses - mais de três de cada cinco católicos do país - votou neste domingo para se certificar de que fosse o independente Emmanuel Macron, e não a ultra-direitista Marine Le Pen, quem finalmente seria eleito para presidente da França.

A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 09-05-2017. A tradução é de André Langer.

Os resultados da pesquisa do portal católico francês são incisivos. 62% dos franceses que se identificam como católicos votaram no candidato do En Marche!, de um universo de 4.330 eleitores ouvidos. Entre os católicos do país que praticam sua fé de forma "regular", a porcentagem dos que escolheram Macron chega a até 71%: número que baixou para 54% entre aqueles que se retratam como praticantes "ocasionais". O número de católicos não praticantes que preferiram impedir as pretensões de Le Pen ao escolher o candidato centrista foi muito semelhante ao número global de católicos que apoiaram a este: ou seja, 61%.

Macron, não obstante, não se elegeu apenas com o voto católico. Também teve o voto protestante e muçulmano, com, respectivamente, 67% e 92% dos votos destes coletivos.

Cabe lembrar que representantes destas duas religiões, junto com outro da religião judaica, pediram abertamente o voto para Macron às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. "Nada vem antes da paz e só um voto republicano em Emmanuel Macron irá garantir uma França fortalecida", escreveram em um comunicado conjunto os líderes destas três minorias religiosas. Mensagem que os bispos católicos se abstiveram de assinar, alegando que - mesmo com o extremismo econômico, social e xenófobo que Le Pen representava - o papel da Igreja limitava-se a oferecer apenas "elementos de discernimento" político, e não pedir o voto para um ou outro candidato.

Os resultados do segundo turno retratam, pois, uma certa tensão entre os católicos franceses comuns e os prelados que os acompanham. Também entre os fiéis comuns e grupos católicos extremistas, como o do Manif pour Tous, que não cansou de tentar pintá-lo, durante a campanha, como um candidato "anti-família" por seu apoio a políticas sociais já amplamente aceitas na França, como o matrimônio homossexual ou o gênero fluido.

Macron não somente se formou no colégio jesuíta de La Providence em Paris. Ele também não deixa de refletir de forma "permanente" sobre as crenças que "alimentam" seu pensamento, como declarou certa vez, embora não como ato "reivindicativo". Também é um firme defensor tanto do ensinamento do fato religioso na escola pública, como da doutrina social da Igreja.

"Ser católico é defender os direitos dos pobres", disse o centrista certa vez durante a campanha a quem era, naquele momento, o seu principal rival, François Fillon: "não lutar para tirar os direitos a homens e mulheres".

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