Müller utiliza a polêmica dos “cardeais rebeldes” para tentar opor Francisco com Bento

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03 Dezembro 2016

A indissolubilidade do matrimônio deve ser “o fundamento inabalável do ensinamento em todo acompanhamento pastoral”. O cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, responde às “dubia” dos cardeais ultraconservadores, e o faz tentando opor Francisco e Bento XVI.


A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 02-12-2016. A tradução é de André Langer.

Em declarações publicadas na última quinta-feira pela agência Kathpress, o cardeal Müller afirma que, uma vez que a Congregação que preside “age e fala” apenas com a autoridade do Papa, não pode tomar parte “em uma divergência de opinião”. Embora possa haver o caso no futuro em que o Papa encarregasse à Congregação a missão de resolver o escândalo provocado pelos quatro cardeais rebeldesBurke, Caffarra, Meisner e Brandmüller –, “no momento, é importante que tenhamos o foco no objetivo e que não nos deixemos levar por polêmicas e, muito menos, as criemos”.

No entanto, é exatamente isso que Müller fez ao tentar opor Francisco e Bento XVI na questão de que os católicos divorciados e recasados podem comungar. O cardeal alemão defende que, por mais que Francisco busque ajudar todas as famílias a viver “de acordo com a graciosa vontade de Deus”, suas palavras na Amoris Laetitia não podem ser lidas como se as declarações anteriores de Papas e a própria Congregação para a Doutrina da Fé sobre essa mesma questão já não tivessem validez.

Para sustentar tal afirmação, Müller remete a uma Instrução de 1994 da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) acerca de uma proposta feita por três bispos da Alemanha para que as pessoas em uma situação matrimonial de pecado “objetivo” pudessem examinar seus casos com um sacerdote confessor que os ajudasse a discernir se poderiam novamente retomar o acesso à Eucaristia. Este documento da CDF – assinado pelo seu então prefeito, o cardeal Ratzinger – rejeita semelhante possibilidade, e afirma, entre outras coisas, que “o fiel que está convivendo habitualmente more uxorio com uma pessoa que não é a legítima esposa ou o legítimo esposo, não pode ter acesso à Comunhão Eucarística.

O cardeal Müller termina sua entrevista à Kathpress chamando a atenção contra os perigos de uma “polarização” na Igreja. Embora não haja, no momento, nenhuma “luta pelo poder entre os bastidores” atrás dos muros do Vaticano – “entre os reformadores e os que não aceitam as reformas” –, os rumores que surgiram com a polêmica dos quatro cardeais rebeldes são uma “amostra” de como o pensamento e a percepção das categorias do poder são corruptos. Em questões da doutrina da Igreja, sustenta, trata-se da “vitória da verdade e não o triunfo do poder”.

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