Oração, bem comum e diálogo: o caminho ecumênico do Papa Francisco

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02 Dezembro 2016

Com uma mensagem enviada ao Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, o Papa Francisco renovou o seu compromisso com o diálogo ecumênico, elogia os esforços que estão sendo feitos no caminho rumo à unidade e marca a estrada do diálogo, como de costume com três temas principais: a oração, os trabalhos pelo bem comum e o diálogo. Porque apenas essas três passagens – escreve o Papa Francisco – vão “permitir superar a divisão e estar mais perto uns dos outros”.

A reportagem é de Andrea Gagliarducci, publicada no sítio ACI Stampa, 30-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A mensagem do papa foi entregue pessoalmente a Bartolomeu pelo cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O cardeal Koch se dirigiu ao Fanar, sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, seguindo já um ritual consolidado: para a festa do Apóstolo André, protetor do Patriarcado de Constantinopla, uma delegação vaticana vai a Istambul; para a festa dos santos Pedro e Paulo, no dia 29 de junho, uma delegação do Fanar vai ao Vaticano.

Com o cardeal Koch, estavam o bispo Brian Farrell e o Mons. Andrea Palmieri, secretário e subsecretário do dicastério, junto com o arcebispo Paul Fitzpatrick Russell, núncio apostólico em Istambul. A delegação participou da Divina Liturgia, depois se encontrou com o patriarca e com a comissão sinodal encarregada das relações com a Igreja Católica. A mensagem do papa foi apresentada com o autógrafo do papa, acompanhada de um presente.

Na mensagem, o Papa Francisco assinala que o intercâmbio de delegações é um “sinal visível” do “profundo vínculo que já nos une” e, ao mesmo tempo, “é uma expressão do nosso desejo de uma comunhão ainda mais profunda, até aquele dia quando, se Deus quiser, poderemos testemunhar o nosso amor uns pelos outros compartilhando a mesma mesa eucarística”.

O Papa Francisco lembra o “sustento dos mártires” de ambas as confissões cristãs (é o tema do ecumenismo do sangue), diz que os católicos se sentem encorajados pelo Concílio Pan-ortodoxo, que ressaltou mais uma vez a vontade de restabelecer a unidade cristãos, e salienta que, também do lado católico, não se cansam de promover iniciativas que desenvolvem o diálogo, e isso apesar de que “a história das relações entre cristãos foi tristemente marcada por conflitos que deixaram uma profunda impressão na memória dos fiéis”, e é por isso que “alguns se agarram às atitudes do passado”.

O papa, no entanto, indica o caminho, feita de oração, bem comum e diálogo. Ele destaca que, “nas últimas décadas, católicos e ortodoxos começaram a se reconhecer como irmãos e irmãs” e a “dar valor aos dons uns dos outros”, proclamando “o Evangelho juntos, servindo a humanidade e a causa da paz, promovendo a dignidade do ser humana e o valor inestimável da família, e cuidando dos mais necessitados, assim como da criação, nossa casa comum”.

O papa também dedicou uma nota ao documento sobre o “Primado no primeiro milênio”, o documento que surgiu da Comissão Mista Católico-Ortodoxa na recente reunião de Chieti, que viu um consenso quase unânime, embora com algumas ressalvas por parte das confissões ortodoxas e a recusa de assinar a declaração por parte dos ortodoxos da Geórgia.

Por isso, o Papa Francisco não deixa de notar que, “embora muitas questões permaneçam em aberto, essas reflexões compartilhadas sobre a relação entre sinodalidade e primado no primeiro milênio podem oferecer fundamentos seguros para discernir formas pelas quais o primado pode ser exercido na Igreja, quando todos os cristãos do Oriente e do Ocidente estiverem reconciliados”.

A esse respeito, o papa recorda também o recente encontro em Assis pela paz, um encontro que “foi uma alegre oportunidade para aprofundar a nossa amizade, que encontra expressão em uma visão compartilhada sobre as grandes questões que afetam a vida da Igreja e toda a sociedade”.

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