Peru condena dez militares por massacre de camponeses

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Por: João Flores da Cunha | 07 Setembro 2016

No Peru, um tribunal condenou à prisão dez ex-militares por seu envolvimento em um massacre de camponeses, ocorrido em agosto de 1985. Entre 60 e 70 pessoas morreram nas mãos dos militares – muitas delas eram crianças. A Justiça do país classificou os crimes como delitos lesa-humanidade. O massacre ocorreu em Accomarca, cidade do departamento de Ayacucho, nos Andes.

O massacre ocorreu em meio ao combate ao grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, uma organização de orientação maoísta que se insurgiu contra o governo peruano em 1980 e que tinha forte presença nessa região. O conflito permanece até hoje, embora o grupo esteja muito enfraquecido.

Os camponeses assassinados não tinham, porém, relação com a guerrilha, de acordo com o relatório da comissão da verdade instaurada no Peru para investigar os crimes cometidos no período. Os crimes de Accomarca se deram no marco de uma “política ilegal de combate ao terrorismo”, segundo os magistrados que ditaram a sentença.

O mais conhecido dentre os militares condenados é Telmo Hurtado, o chamado “açougueiro dos Andes”. Beneficiado por uma lei de anistia promulgada em 1995 pelo então presidente Alberto Fujimori, ele viveu por anos em liberdade nos Estados Unidos, mas acabou sendo extraditado para o Peru. Hurtado está na prisão desde 2011, e foi sentenciado a cumprir 23 anos de pena.

Os outros nove acusados receberam penas entre 10 e 25 anos. Essa é a primeira vez que a Justiça civil do país condena militares envolvidos na repressão da década de 1980.

Carlos Rivera, advogado dos familiares das vítimas, afirmou que a sentença “reconhece a particular gravidade dos fatos ocorridos em 1985” e que as penas foram “severas”, atendendo quase que em sua totalidade ao pedido pela Promotoria. Familiares das vítimas ressaltaram a demora de 31 anos na emissão da sentença.

O número de vítimas do massacre de Accomarca é motivo de controvérsia até hoje. Como os corpos foram carbonizados, há dificuldade em identificar o número exato de vítimas – oficialmente, são 61. Nesta matéria de jornal da época, leem-se os nomes de 69 pessoas que teriam sido assassinadas pelos militares:

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