Roncalli, Montini e Wojtyla. Lembranças dos três papas que mudaram o rosto da Igreja

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Por: Jonas | 19 Outubro 2012

Os três sucessores de Pedro segundo o cardeal vigário do Vaticano. Momentos públicos e pessoais: história eclesiástica e anedotas pessoais. Por exemplo, um ano depois do atentado na Praça São Pedro, João Paulo II aterrissou na Argentina. Foi recebido com alguns disparos de canhão. Karol Wojtyla salta, tem ainda na memória o som dos disparos do turco Mehmet Alí Agca, mas quando percebe que se trata de um ritual de boas-vindas, volta-se para o organizador de suas viagens, o padre Roberto Tucci, e com um sorriso diz: “Desta vez os disparos não são para mim!”

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 15-10-2012. A tradução é do Cepat.

Memórias de um purpurado conhecedor da vida pontifícia. No livro “Recuerdo de tres papas” (Edições San Pablo), o cardeal vigário para a Cidade do Vaticano, Angelo Comastri, fala “de perto” sobre as vidas de três papas que mudaram o rosto da Igreja: Roncalli, Montini, Wojtyla. O purpurado acaba de se ver envolvido no processo do ex-mordomo do Papa, Paolo Gabriele, que o indicou como um de seus “confidentes” e também chamou a atenção dos meios de comunicação por um pressuposto conflito com o Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, sobre a gestão econômica da Fábrica de São Pedro. São muitos e interessantes os dados e as anedotas deste “diário” do cardeal vaticano.

Particularmente, a descrição do último adeus a Karol Wojtyla e a busca pela sua bênção, no leito de morte, é comovedora. “Na sexta-feira, primeiro de abril de 2005, vi João Paulo II pela última vez – recorda Comsatri. Era por volta das 10h00s da manhã e estava no meu escritório, na Basílica de São Pedro. Toca o telefone. Respondo e reconheço imediatamente a voz de dom Stanislao Dziwisz, secretário particular do Santo Padre. Temendo que me anunciasse o falecimento do Papa, perguntei-lhe tremendo: ‘O que aconteceu?’ ‘Não! – respondeu-me com uma voz que não podia esconder as emoções. Ainda não! Entretanto, o Papa está morrendo. Se quiser, venha se despedir e receber a última benção’”.

A narrativa continua em forma de memória íntima, mas compartilhada por milhões de devotos do beato em todo o mundo: “Emocionadíssimo, corro para o aposento pontifício. Dom Dziwisz me espera na porta e me introduz na residência pessoal do Papa. Eu o vejo deitado na cama, respirando com dificuldade por meio da ajuda de um médico que lhe proporciona o oxigênio. As mãos estão inchadas e o corpo parece pronto para soltar as amarras e partir para a grande viagem. Ajoelho-me, rezo, sinto as lágrimas surgir espontaneamente, não ouço dizer uma só palavra. Um sacerdote está lendo em polaco a narração evangélica da morte de Jesus. É o que o Papa tinha pedido”.

A recordação culmina com a última bênção: “Passam longos e intermináveis momentos. O secretário, em certo ponto, move delicadamente o Papa, tocando-lhe o ombro direito. O Papa abre os olhos, olha-me com afeto paternal. Tenho a força de lhe pedir uma bênção, ele trata de abençoar-me duas vezes, mas sua mão inchada cai com o peso”.

O cardeal traça o perfil de João XXIII, de Paulo VI e de João Paulo II: três grandes papas que mudaram o rosto da Igreja. Quando convocou o Vaticano II, Angelo Giuseppe Roncalli abria uma nova estação na relação entre a Igreja e o mundo. Com fidelidade, Paulo VI continuou o evento conciliar e colocou a Igreja no mundo com coragem. A onda de contestação induz muitos a voltar para o passado. O Pontífice exortou os católicos para enfrentar o mar aberto na fé, para se dirigirem ao seu Fundador. João Paulo II, que chegou de uma terra distante, foi um Papa carismático que soube guiar a Igreja com determinação para o novo milênio. Ao se dirigir à humanidade, exortou-a para não temer e abrir as portas para Cristo; em seus últimos anos ofereceu o testemunho de seu sofrimento, que permanece no coração de muitos.

Os três capítulos (um para cada Papa, com uma pequena recordação de João Paulo I) estão subdivididos em duas partes: a primeira evoca alguns episódios da vida dos Pontífices; a segunda, ao contrário, está constituída por uma detalhada reflexão pessoal.

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