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21 Março 2012

É hora de aliar-se com o humanismo secular e com os mundos diferentes do europeu.

A reportagem é de Aldo Cazzullo, publicada no jornal Corriere della Sera, 19-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Cristo é a força que deve transformar a história. E a Igreja deve falar mais de Cristo. Senão, ela se comporta como um treinador que tem na equipe Maradona e Messi e mantêm ambos no banco". Dom Vincenzo Paglia (foto), bispo de Terni e assistente da Comunidade de Santo Egídio sorri. Seu novo livro, Cercando Gesù [Buscando Jesus] (Ed. Piemme), escrito com o presidente da Rai Cinema, Franco Scaglia, se abre e se fecha em Jerusalém, é fortemente marcado pela atmosfera da Semana Santa e da Páscoa, tem acentos dolorosos, até mesmo dramáticos, que relembram os calvários medievais e A Paixão de Cristo de Mel Gibson. Mas, no fundo, traz uma mensagem de alegria.

"Na era do primado da ciência, do aparente domínio da tecnologia, a Igreja tem realmente uma chance formidável: a aliança entre cristianismo e humanismo", diz Dom Paglia. "Depois de três séculos de primado da razão sem Deus, sintetizados por De Lubac com a fórmula do 'drama do humanismo ateu', se abre uma era completamente diferente. Se Nietzsche anunciava a morte de Deus, e se nos massacres dos totalitários e nos excessos do capitalismo morreu também o ser humano, Deus e ser humano renascem juntos em uma só pessoa: Jesus. Mas muitas vezes os homens da Igreja falam de outras coisas. Perdem-se em questões de poder. Dão um peso muito excessivo à razão. A razão pode sustentar a fé no caminho para Deus, não pode substituí-la. O [Giovanni] Papini de Un uomo finito, que se rende à impossibilidade de elevar o ser humano à divindade, me lembra a busca de Agostinho: a consciência dos nossos limites não é o fim, mas sim o início; o ser humano parte da razão, mas não chega ao fim sem a fé".

Sobre o papa, o livro de Paglia tem palavras de grande admiração e afeto, define como extraordinária a escolha de um pontífice para liberar a escrivaninha e a agenda para escrever um livro sobre Jesus, que deve completar a trilogia dedicada por Bento XVI à figura de Cristo; assim como reconhece que, sobre a tragédia da pedofilia, o papa impôs uma linha clara e corajosa.

Mas também é verdade que, segundo Paglia, "não poucos homens da Igreja não captam plenamente o seu grande potencial de falar ao mundo moderno e de orientá-lo. Por isso, Bento XVI faz bem ao insistir sobre uma 'nova' evangelização".

"Um ano atrás, tivemos a primavera árabe. Por que não temos a primavera cristã? Por que, da América do Sul, não surge uma figura carismática como a de Dom Romero? Por que a energia liberada pelo Concílio como que se dispersou? Devemos recomeçar da figura de Cristo que transforma a história. E a transformação é eficaz se se tornar cultura, se conseguir fazer uma aliança com mundos diferentes do nosso. Como não ver que a Europa, curvada pela crise financeira e social, pode ter na a Igreja uma força em defesa do ser humano e uma aliada para construir um novo humanismo? E o alfabeto do humanismo são as Escrituras, particularmente o Evangelho. Muitas vezes, foi assim no passado".

No seu livro anterior, o best-seller In cerca dell'anima [Em busca da alma], os dois coautores identificaram o mal que consumia a Itália na inércia. Desde então, o cenário mudou, o espírito de Todi contribuiu para abrir uma nova temporada político-cultural, marcada por um compromisso direto dos católicos. Em Cercando Gesù, um padre atento ao social como Dom Paglia investiga uma dimensão nova, teológica, ligada também às sugestões literárias dos Evangelhos.

São interessantes as páginas sobre a natureza diferente da ressurreição de Lázaro, que volta milagrosamente à vida de homem e que, portanto, morrerá de novo, e a de Cristo, que renasce à vida do espírito e que, por isso, nunca morrerá mais, marcando o início de um novo mundo. É inesquecível a imagem de João Paulo II, que, durante a viagem à Terra Santa por ocasião do Jubileu do ano 2000, visitou o Santo Sepulcro, mas, por prudência, foi mantido longe da escada que sobe ao Gólgota, no temor de que a doença lhe negasse as forças para subi-la. Mas Wojtyla não quis deixar Jerusalém sem beijar, uma última vez, a rocha que acolheu a cruz de Jesus. Assim, à tarde, voltou de repente ao Sepulcro. Os religiosos tiveram que suspender as funções, os turistas foram literalmente postos para fora, e o papa fica por um longo tempo com o rosto e as mãos estendidas: "Naquele momento, consciente de que o cristianismo começava a partir dali, de onde o madeiro da cruz foi plantado e se elevou ao céu, João Paulo II tocava as alturas dos místicos".

O que resta hoje dos ensinamentos de Jesus, da sua indignação, da sua caridade, do seu sacrifício? Hoje, Jesus vive nos pobres, responde Dom Paglia, citando a Elsa Morante de La storia: "Eu jamais fui embora de vocês. São vocês que, todos os dias, me lincham, passam por mim sem me ver. Eu, todos os dias, passo perto de vocês mil vezes, me multiplico por tantos quantos vocês são, os meus sinais preenchem cada centímetro do universo, e vocês não os reconhecem...".

Por isso – sintetiza Dom Paglia – "Jesus não é um professor de moral, e o cristianismo não é apenas um sistema de valores. É a síntese entre ser humano e Deus, é o encontro com uma Pessoa que desorganiza o universo como o conhecemos e faz novas todas as coisas. O mundo de amanhã não espera nada mais além de que a Igreja anuncie a sua palavra".

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