“O Papa nos convidou a não excluir nenhuma fronteira e a atuar nelas sem medo”, afirma o irmão Emilí Turú

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Por: Caroline | 03 Dezembro 2013

Entre os dias 27 e 29 de novembro, foi realizada, em Roma, a Assembleia da União de Superiores Gerais (USG). Ao final da reunião, foram recebidos por Francisco (foto, ao centro) , que anunciou que o ano de 2015 será declarado como o Ano da Vida Religiosa. Entrevistamos H. Emili Turú, que nesta ocasião atuou como “facilitador” da Assembleia

A entrevista é de Jesus Bastante, publicada por Religión Digital, 30-11-2013. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/uqlrLK

Eis a entrevista.

Pode nos explicar o tema da 82ª Assembleia da USG?

Dando continuidade à última Assembleia (maio/2013), que teve como tema “A liderança na Vida Religiosa 50 anos após o Vaticano II”, quis se dedicar a esta o mesmo tema, mas procurando aprofundar seu conteúdo e as consequências concretas para o nosso serviço nas diferentes Congregações. Além do mais, neste caso, nos deixamos interpelar pela liderança do Papa Francisco, que tem inspirado muito a todos nós. Toda a Assembleia ocorreu com uma dinâmica altamente participativa e coletiva e, ao final, elaboramos juntos uma série de “pontos fortes” que reconhecemos na liderança do Papa e que queremos incorporar também em nossas vidas.

Pode nos indicar alguns destes “pontos fortes”?

Ao final de nossa Assembleia, resumimos nossa reflexão em duas páginas que serão publicadas nos próximos dias, mas, posso adiantar as grandes linhas. Sentimos um chamado à conversão em nosso serviço da autoridade, em três aspectos:

-Conversão nas atitudes pessoais: um serviço centrado no essencial, um serviço cuja autoridade vem da autenticidade; um serviço que se expressa com profunda humanidade;

-Conversão das relações: um serviço que deve se expressar de maneira simples e direta. Um serviço que é o caminhar com os irmãos e que busca a vontade de Deus juntamente com os irmãos.

-Conversão das perspectivas e do estilo da missão: um serviço profético. Um serviço que tem a coragem de “sair e fazer sair”. Um serviço que expressa e difunde a cultura do encontro, que seja alegre, portador de esperança.

Estes são os grandes temas, algo como “o perfil” do que desejamos para nós, inspirados pelo Papa.  Como disse anteriormente, cada um dos pontos é desenvolvido um pouco mais no documento que foi elaborado.

A grande novidade desta Assembleia foi o encontro com o Papa, no último dia. O que você pode nos dizer sobre este momento?

Pairava no ambiente da Assembleia uma grande expectativa por ter a graça de viver este momento histórico. Para mim, parece-me que só o fato do encontro, além do que foi dito pelo Papa, já nos deixa algumas mensagens importantes. Ele não quis reduzir este espaço a uma audiência normal, mas nos deu toda a manhã e não quis os discursos preparados, mas preferiu um diálogo aberto, fraternal e muito próximo.

Enquanto o escutava, imaginava-me em uma conversa ao lado de uma fogueira, sem pressa, falando de coisas que nos importam. O Papa consegue, com sua proximidade, suprimir imediatamente qualquer tipo de “barreira” e o faz sentir a vontade e em casa.

O que você destacaria da mensagem que o Papa deixou?

Em breve será publicada a transcrição do essencial destas horas de conversa sobre os diversos temas que afetam a Vida Religiosa. Destaco apenas alguns elementos, que já foram destacados na nota da imprensa, publicada pouco depois do encontro.

Em primeiro lugar, o reconhecimento da Vida Religiosa como um convite a viver o evangelho de maneira “especial”. Evitou usar a palavra “radical”, porque todos os cristãos são chamados a serem chamados de radicais. “Especial”, no sentido de que abraçamos uma maneira de viver e encarnar o evangelho diferentemente da maioria do Povo de Deus. Contudo, de qualquer maneira, deveria ser como “um grito que desperta”, algo como um “sinal de alerta” que convida para irmos ao essencial.

Outro aspecto que quero destacar é o chamado para ir às fronteiras, seguindo a linha do que vem dizendo em diversas outras ocasiões e, mais recentemente, na Evangelii Gaudium. Convidou a todos nós a não excluir nenhuma fronteira e a atuar nelas sem medo, sempre de acordo com o carisma e a missão de cada família religiosa.

Algum outro aspecto que queira destacar?

Senti um grande apreço e interesse do Papa pela vocação dos irmãos religiosos e tenho a impressão que ele irá nos ajudar a fazer conhecer e apreciar mais o conjunto da Igreja. Também valorizei muito seu encorajamento àqueles que trabalham com jovens na educação, uma “fronteira” muito atual.

Algo que nos pegou de surpresa foi o anúncio de que o ano de 2015 será dedicado à Vida Consagrada. Evidentemente, foi uma agradável surpresa!

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