O’Malley destaca que a Igreja dos Estados Unidos “aprendeu a lição” após o escândalo de abusos

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Por: André | 21 Novembro 2013

Os bispos da América devem aprender das experiências dos hierarcas católicos estadunidenses sobre como enfrentar os casos de pederastia cometidos por sacerdotes e estabelecer normas claras para evitar que estes se repitam, afirmou o cardeal Sean O’Malley (foto), arcebispo de Boston.

 
Fonte: http://bit.ly/HZwGok  

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 19-11-2013. A tradução é de André Langer.

Após os abusos sexuais cometidos por alguns sacerdotes contra menores, a Igreja católica aprendeu uma lição muito dura, de tal maneira que “a segurança e a proteção das crianças tem que ser uma prioridade”, pontualizou durante uma conferência no Encontro-Peregrinação que está acontecendo na basílica mexicana de Guadalupe.

O cardeal O’Malley abordou os desafios e oportunidades que o contexto atual apresenta à Igreja; e tocou temas como o catolicismo cultural ou herdado, o afastamento dos jovens de toda experiência religiosa, a necessidade de um novo ecumenismo, a situação do casamento e da família num contexto de mudança, as migrações e a riqueza e os desafios que esse “acontecimento histórico” que é a migração entranha, particularmente a hispânica, que “configurou o rosto” do catolicismo nos Estados Unidos.

Especial atenção o arcebispo de Boston deu ao tema da pederastia clerical no país do Norte e as ações que a Igreja assumiu para evitar no futuro que se sigam cometendo semelhantes crimes no interior da Igreja.

Assim, o cardeal refletiu sobre os desafios e oportunidades que o contexto atual apresenta à Igreja. Falou a partir da experiência estadunidense da transição de um “catolicismo cultural ao catolicismo intencional”.

O prelado assinalou que em seu país em anos idos 75% dos católicos iam à missa e como comunidade católica tinha seus próprios hospitais, escolas, meios de comunicação, clubes, organizações, entre outras; que deixavam ver um sentido de pertença à Igreja católica; no entanto, atualmente as coisas mudaram, “por desleixo ou por decisão pessoal na prática muitos católicos se afastaram, com poucos remorsos”; e muitos católicos que ainda permanecem são “frios, passivos ou indiferentes”.

O arcebispo de Boston assegurou que esta realidade é compartilhada com as igrejas protestantes tradicionais, que foram “reduzindo dramaticamente” sua população, ao passo que as comunidades eclesiais evangélicas e pentecostais estão crescendo. “Isto – que poderia ser um problema – é, na realidade, uma oportunidade para o diálogo ecumênico”, assinalou.

Um dos temas que o cardeal franciscano de Boston abordou com “verdadeira preocupação pastoral” foi o da proteção dos menores no âmbito da Igreja.

Qualificou a situação vivida em muitas dioceses dos Estados Unidos e do mundo como uma “grande tragédia espiritual” e comentou sobre a Carta de Proteção aos Menores, que o episcopado estadunidense adotou como compromisso perante a sociedade.

Nesta Carta, elaborada desde os primeiros anos do novo milênio e que foi assumida por todas as dioceses dos Estados Unidos como obrigatória dentro de uma política de “tolerância zero”, apresentam-se os protocolos e linhas de ação para evitar, ou atender os casos de pederastia cometidos por clérigos.

Asseverou o purpurado norte-americano que a Igreja “foi aprendendo a lição” e está – hoje mesmo – em um processo de recuperação da confiança. Por isso instou a Igreja no Continente a aprender da dolorosa experiência dos Estados Unidos.

Sobre o importantíssimo tema da migração, que afeta todo o Continente, especialmente a América Central e a América do Norte, o cardeal O’Malley assinalou que a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) está plenamente comprometida com uma reforma migratória integral que beneficie a tantos migrantes, particularmente os hispânicos, que “são uma verdadeira riqueza para a Igreja, porque levam consigo a fé”.

Indicou que a USCCB está trabalhando estreitamente com os bispos latino-americanos para proporcionar um cuidado melhor aos seus compatriotas que tiveram que migrar para os Estados Unidos em busca de melhores condições de vida.

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