Igreja alemã admite um “tremendo problema de credibilidade” por causa do bispo esbanjador

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Por: Jonas | 15 Outubro 2013

O presidente da Conferência Episcopal Alemã, Robert Zollitsch, reconheceu que a Igreja católica de seu país sofre um “tremendo problema de credibilidade” por causa das acusações de esbanjamento contra o bispo de Limburg.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 14-10-2013. A tradução é do Cepat.

“Temos um tremendo problema de credibilidade. E a Igreja na Alemanha sofre com as consequências”, afirma Zollitsch em algumas declarações publicadas pelo jornal populista alemão Bild, hoje. O presidente da Conferência Episcopal está em Roma, onde está previsto que se reúna com o papa Francisco para tratar do caso do bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst (foto), de 53 anos.

 
Fonte: http://goo.gl/IEvT41  

Este bispo levantou uma forte controvérsia na Alemanha, tanto pelo seu comportamento autoritário, como pelo fato de construir uma nova residência com um custo que já ultrapassa os 40 milhões de euros, de acordo com o prestigioso Frankfurter Allgemeine Zeitung, frente aos 5,5 milhões inicialmente anunciados.

Zollitsch se distanciou do bispo, nos últimos dias, e mostrou seu “estranhamento” com os custos derivados da construção de sua nova residência em Limburg e outros escândalos que o cercam, como sua mania de viajar na primeira classe.

Hoje, o jornal Süddeutsche Zeitung publica algumas declarações do arquiteto do projeto, Michael Frielinghaus, em que afirma que o bispo sabia, desde o início do projeto, “os custos correspondentes”. Tebartz-van Elst também está no Vaticano, para onde viajou, neste final de semana, num voo econômico, com o objetivo de dar explicações à Cúria e, se for possível, diretamente ao papa Francisco.

Há duas promotorias que investigam possíveis casos de declarações falsas do bispo (em relação a uma viagem na primeira classe à Índia) e fraude (relativas às obras da residência em Limburg), ao passo que da Igreja católica surgem as críticas contra o bispo.

De sua parte, a chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou, hoje, como de “grande peso” para os católicos o caso do bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst, objeto de duras críticas por possível esbanjamento na construção de sua residência, e expressou sua confiança de que a Igreja saberá resolver o assunto.

“O governo federal, é claro, não irá dar conselhos à Igreja, mas expressa sua confiança de que haverá uma solução adequada para manter a confiança dos crentes em sua Igreja”, apontou o porta-voz do Governo, Steffen Seibert.

Centenas de cidadãos de sua diocese protagonizaram, ontem, um ato de protesto diante da igreja da cidade, cujos sinos tocaram treze vezes, às 12h00s, como um “toque de advertência” contra o bispo, ausente.

Nos meios de comunicação alemães, considera-se que a intenção do bispo, com sua viagem a Roma, é se adiantar ao chefe da Confederação Episcopal e fazer valer sua influência sobre o prefeito da Congregação da Fé, o arcebispo Gerhard Ludwig Müller, que falou de uma “campanha” de perseguição contra ele.

O comportamento do bispo desatou uma avalanche de críticas de todos os setores da Alemanha, país identificado com a austeridade, ao passo em que se insiste que o estilo de vida pomposo está em discrepância com a modéstia defendida por Francisco.

A Igreja católica possui cerca de 24,5 milhões de fiéis na Alemanha, aproximadamente 700.000 a mais do que os evangélicos, embora ambas confissões contem, anualmente, com cerca de 125.000 apostasias. 

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