“Não devemos ter medo de deixar os ‘odres velhos’”, diz Francisco à Vida Religiosa

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Por: André | 01 Dezembro 2014

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica realizou sua assembleia plenária refletindo sobre a atualidade da vida consagrada na Igreja, 50 anos após os documentos conciliares Lumen Gentium e Perfectae Caritatis. O tema escolhido foi “Vinho novo em odres novos” e o Papa Francisco, recebendo na manhã desta quinta-feira 80 de seus participantes, baseou seu discurso nos múltiplos significados desta frase.

 
Fonte: http://bit.ly/1tBgcmL  

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 27-11-2014. A tradução é de André Langer.

“Na parcela da vinha do Senhor representada pelos que escolheram imitar Cristo mais de perto mediante a profissão dos conselhos evangélicos, amadureceu a uva nova e se espremeu o vinho novo – observou o Pontífice. Nestes dias vocês se propuseram a discernir a qualidade e o sabor do ‘vinho novo’ colhido na longa temporada da renovação, e ao mesmo tempo avaliar se os odres que o contêm, representados pelas formas institucionais presentes hoje em dia na vida consagrada, são adequados para conter este ‘vinho novo’ e favorecer seu pleno amadurecimento. Como lhes recordei outras vezes, não devemos ter medo de deixar os ‘odres velhos’: ou seja, de renovar os hábitos e as estruturas que, na vida da Igreja e, portanto, também na vida consagrada já não respondem ao que Deus nos pede hoje para fazer avançar o Reino de Deus no mundo: as estruturas que nos dão falsa proteção e condicionam o dinamismo da caridade e dos hábitos que nos afastam do rebanho ao qual fomos enviados e nos impedem de escutar o grito dos que esperam a Boa Nova de Jesus Cristo”.

“Não devemos esconder – prosseguiu – os pontos fracos que a vida consagrada pode ter em nossos dias como a resistência de alguns setores à mudança, a menor força de atração, o grande número de abandonos, a fragilidade de alguns caminhos de formação, o afã pelas tarefas institucionais e ministeriais em detrimento da vida espiritual, a difícil integração da diversidade cultural e geracional, o problemático equilíbrio no exercício da autoridade e no uso de bens. Preocupa-me também a pobreza... Santo Inácio dizia que a pobreza é a mãe e também o muro da vida consagrada. E é mãe também porque dá a vida e como muro protege do mundanismo. Queiram continuar escutando os sinais do Espírito que abre novos horizontes e empurra para novos caminhos, sempre partindo da regra suprema do Evangelho e inspirados pela audácia criativa de seus fundadores e fundadoras”.

O Papa enumerou depois os critérios de orientação a seguir na “árdua tarefa de avaliar o vinho novo e comprovar a qualidade dos odres”, citando entre eles, a originalidade evangélica das opções, a fidelidade carismática, a primazia do serviço, a atenção aos mais pequenos e fracos e o respeito à dignidade de cada pessoa.

Antes de finalizar, animou os presentes a continuar trabalhando com generosidade e empenho na vinha do Senhor, “para colher o vinho bom que revitaliza a vida da Igreja e alegra os corações de tantos irmãos e irmãs necessitados da atenção de vocês”. E destacou que “nem a substituição dos odres velhos pelos novos é automática; requer o compromisso e a capacidade para proporcionar o espaço idôneo para acolher e fazer frutificar os dons com que o Espírito continua embelezando a Igreja, sua esposa”.

“Não se esqueçam – concluiu – de continuar no caminho de renovação iniciado e, em grande medida, realizado nos últimos 50 anos, examinando toda novidade à luz da Palavra de Deus e escutando as necessidades da Igreja e do mundo contemporâneo e utilizando todos os meios que a Igreja põe a sua disposição para avançar no caminho da santidade pessoal e comunitária. E entre estes meios o mais importante é a oração... Digam aos novos membros, por favor, que rezar não é perder tempo, que adorar a Deus e louvá-lo não é perder tempo. Se nós, os consagrados, não tomamos cada dia um tempo para nos encontrarmos com Deus na gratuidade da oração, o vinho poderá virar vinagre”.

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