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22 Agosto 2014

"Um novo exemplo de ensino da teologia fora do seminário é a iniciativa presbiteriana chamada “Theocademy”. Trata-se de um esforço no sentido de usar a tecnologia para auxiliar as pessoas em sua formação religiosa nos bancos da igreja além de ajudar a formar as novas autoridades eleitas dentro dela", escreve Bill Tammeus, presbítero e ex-colunista de religião premiado do jornal The Kansas City Star, em artigo publicado por A small catholic, 20-08-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Eis o artigo.

Há cerca de 10 anos estive num seminário católico. Não, eu não estava matriculado aí como um aluno. Não creio que seminários como este aceitam presbiterianos.

Na verdade, encontrava-me na University of St. Mary of the Lake, conhecida também como o Seminário Mundelein, ao norte de Chicago, trabalhando num perfil, para o jornal The Kansas City Star, de um homem chamado Justin que estava chegando ao fim de sua formação no seminário e se aproximando da ordenação como padre na Diocese de Kansas e St. Joseph, no Missouri.

Na ocasião, fiquei impressionado com o quão pouco toda aquela experiência parecia romper com a tradição. O quarto de Justin era pequeno e estava cheio de livros e trabalhos, não muito diferente de como eles se pareciam em outros tempos. A sua descrição das aulas soaria – com poucas exceções – bastante familiar aos padres que tivessem frequentado o seminário a 10 ou mesmo 40 anos atrás. Além disso, a missa que assisti na capela pareceu não romper com nenhuma base litúrgica.

Desconheço o que tenha mudado aí nesse ínterim, mas sei que nós presbiterianos estamos repensando os nossos seminários. Eu espero que, pelo menos, alguns católicos estejam fazendo a mesma coisa.

Já chegou a hora para uma tal análise.

Um exemplo do que a minha denominação está pensando encontra-se na atual edição da Presbyterians Today, revista mensal da Igreja Presbiteriana (EUA). Na capa se lê: “Repensando o Seminário” e em suas páginas inclui-se um artigo intitulado “Convertido no Seminário”, escrito por Frank Yamada, presidente do Seminário Teológico McCormick, em Chicago.

Yamada, que cresceu budista e se converteu ao cristianismo aos 19 anos, é uma das mentes sábias em minha denominação que vêm desafiando o pensamento convencional.

“A educação teológica não pode mais ser vista como a única prerrogativa dos nossos seminários”, escreve Yamada. “Desafios novos exigem que nos reunamos para partilhar este chamado ao ensino e à educação. O conhecimento não mais virá unicamente dos ambientes de sala de aula; virá dos abrigos para os sem-teto, dos estudos bíblicos locais, dos protestos comunitários, dos diálogos no Twitter, daquele que visita a igreja e daquele participante há 50 anos”.

Um novo exemplo de ensino da teologia fora do seminário é a iniciativa presbiteriana chamada “Theocademy”. Trata-se de um esforço no sentido de usar a tecnologia para auxiliar as pessoas em sua formação religiosa nos bancos da igreja além de ajudar a formar as novas autoridades eleitas dentro dela.

É claro que a iniciativa não irá substituir os nossos seminários. Tais instituições, insiste Yamada, devem continuar a existir, mas precisam se adaptar às necessidades novas e cambiantes da igreja do século XXI. O conhecimento e a sabedoria disponíveis nos seminários, no entanto, têm que encontrar o seu caminho para as pessoas nos bancos das igrejas, e a Theocademy pode ser um caminho para que isso aconteça.

Se fosse membro de uma comunidade católica, estaria tentado a pedir ao padre – independentemente de sua idade – que falasse para uma sala de aula com adultos sobre a sua experiência de seminarista e sobre o que considera útil bem como o que considera ultrapassado.

Então, me sentiria tentado a perguntar a outros padres sobre o mesmo assunto. Caso viesse perceber um tema comum sobre os aspectos em que os seminários carecem na preparação adequada de seus alunos para estes tempos de rápidas mudanças, eu estaria tentado a descobrir quem está trabalhando para consertá-los – e iria atrás destes esforços.

Mas na medida em que faria isso, também estaria pensando sobre algumas formas para trazer a educação teológica prática dos seminários aos bancos da igreja. Assim como escreve Yamada: “Devemos continuamente reavaliar a efetividade de nossos sistemas”.

Na medida em que repensamos o seminário nas nossas diferentes tradições, em seu devido tempo isso poderia nos levar a repensar o próprio ministério ordenado também. Já chegou a hora de uma análise profunda nesse sentido. O que poderá significar, por exemplo, para as congregações em particular caso seus pastores surgirem de seu meio ao invés de vir de fora?

Se os líderes de nossos seminários não estão se fazendo estas perguntas, nós nos bancos das igrejas precisarmos fazê-las.

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