Na Coreia, Papa Francisco diz que o mundo está cansado da guerra

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Por: Jonas | 15 Agosto 2014

O Papa Francisco (foto) chegou a Seul e em seu primeiro discurso, na viagem pela Coreia do Sul, invocou o “dom da paz” para uma terra “que sofreu largamente”, onde a “herança nacional foi posta à prova, durante os anos, pela violência, a perseguição e a guerra”. Discursou diante da presidente Park Geun-hye e das autoridades civis e militares da Coreia do Sul, reunidos no Blue House, o Palácio presidencial. Falou em inglês durante quase 15 minutos. Antes, na conversa com a presidente, o Papa pôde expressar que “por ocasião de qualquer colóquio, inclusive breve, é preciso usar a palavra ‘paz’”. E foi ele quem, em primeiro lugar, usou esta palavra (e outras simples e diretas) para refletir sobre os problemas pendentes de uma nação cuja identidade foi dividida.

 
Fonte: http://goo.gl/Er4Gsb  

A reportagem é de Gianni Valente, publicada por Vatican Insider, 14-08-2014. A tradução é do Cepat.

Pouco antes da chegada a Seul, o governo norte-coreano de Pyongyang deu novamente uma demonstração de força com o disparo de três mísseis ao mar do Japão. A presidente Park Geun-hye, na calorosa recepção ao seu hóspede argentino, expressou o seu desejo pela reunificação da península, mas também fez menção à ameaça nuclear norte-coreana.

A via sugerida pelo Papa Francisco vai em direção oposta a todos os que cultuam conflitos permanentes, narrados inclusive por aqueles que neles encontram pretextos para afirmar sua identidade. No discurso, Francisco animou “os esforços em favor da reconciliação e da estabilidade na península coreana”, que, em sua opinião, “são a única via segura para uma paz duradoura”. Depois, estendendo o horizonte, o Sucessor de Pedro insistiu em que, neste mundo globalizado, nenhum dos conflitos pode ser considerado marginal: “A busca da paz por parte da Coreia”, acrescentou, “é uma causa que é particularmente importante para nós, porque influencia na estabilidade da região inteira e de todo o mundo, cansado da guerra”. Para reestabelecer e defender a paz, os instrumentos apropriados não são as demonstrações de força ou os frágeis equilíbrios fundados no terror, mas, ao contrário, “o paciente trabalho da diplomacia” e o constante esforço para “derrubar os muros da desconfiança e do ódio”.

Em seu primeiro discurso no Extremo Oriente, o Papa Francisco definiu a diplomacia como “a arte do possível”, que se baseia na “firme e perseverante convicção de que a paz pode ser alcançada por meio do diálogo e da escuta atenta e discreta, em vez de recíprocas recriminações, críticas inúteis e demonstrações de força”. Observações que valem também para outras partes do mundo.

“A paz – repetiu o Papa, citando o profeta Isaías – não é simplesmente ausência da guerra, mas, sim, obra da justiça. E a justiça, como virtude, exige tenacidade e paciência. Não é possível esquecer as injustiças do passado, mas, sim, superá-las por meio do perdão, da tolerância e da cooperação”.

À cúpula política da Coreia do Sul, o Papa Francisco disse que a atenção e o cuidado com os jovens e com aqueles que possuem mais desvantagens na sociedade são critérios-chave para verificar a eficácia e a clarividência das políticas de desenvolvimento social: “Um povo grande e sábio não se limita a amar suas antigas tradições, mas também dá valor aos jovens, procurando lhes transmitir a herança do passado e de aplicá-la aos desafios do tempo presente”.

A celebração da Jornada Asiática da Juventude, que é o motivo da visita do Papa, representa “uma preciosa oportunidade oferecida a todos nós para que escutemos suas esperanças e suas preocupações”. Assim como em cada encontro juvenil, apresenta reflexões sobre “qual tipo de sociedade estamos preparando para lhes entregar”. Ao passo que o desenvolvimento desacelerado do país deve fazer as contas com os problemas e preocupações comuns em outras sociedades avançadas. A esse respeito, sugeriu o Papa, é importante “que a voz de cada membro da sociedade seja escutada” e que “seja dada especial atenção aos pobres, aos que são vulneráveis e aos que não têm voz, não apenas indo ao encontro de suas necessidades, mas também para promover seu crescimento humano e espiritual”. Desta maneira, advertiu Francisco, “a democracia coreana continuará se reforçando e esta nação demonstrará se prioriza essa ‘globalização da solidariedade’, que hoje é particularmente necessária”.

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