Bispos anglicanos protelam decisão sobre casamento homoafetivo

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30 Janeiro 2014

Dentro de pouco mais de dois meses antes do primeiro casamento homoafetivo inglês, o Colégio dos Bispos publicou uma declaração dizendo que “nenhuma mudança” para a doutrina do matrimônio está sendo proposta ou imaginada.

A reportagem é de Trevor Grundy, publicada no sítio Religion News Service, 27-01-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A declaração veio na segunda-feira (27-01-2014), após um encontro de um dia na Church House, região central de Londres, no qual participaram 90 bispos e 8 observadoras participantes mulheres.

O objetivo do encontro era discutir as recomendações do Relatório Pilling sobre a sexualidade humana, publicado em 2013. Este relatório foi o resultado de uma recomendação feita pelos líderes da Igreja ao final da Conferência de Lambeth, em 2008, segundo a qual os anglicanos deveriam embarcar num processo de debate para ajudar na divergência sobre a questão dos direitos plenos para cristãos homossexuais.

“A Assembleia dos Bispos irá se encontrar de novo no próximo mês para pensar sobre sua abordagem quando o casamento homoafetivo se tornar legal na Inglaterra e no País de Gales”, diz a declaração.

Pesquisas mostram que 50 a 60% da população na Inglaterra e no País de Gales apoiam casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em princípio, o parlamento escocês aprovou uma legislação para introduzir o casamento homoafetivo.

Os bispos se reuniram à sombra da recente aprovação de uma lei antigay em países africano, incluídas duas das maiores igrejas anglicanas do continente: Nigéria, o país mais populoso da África, com 169 milhões de pessoas, e Uganda.

A maioria dos países africanos fizeram da homossexualidade uma prática ilegal, até aqueles que dependem fortemente de ajuda ocidental e do turismo.

Enquanto isso, Andrew Brown, em artigo publicado no jornal The Guardian no domingo, disse que, embora haja uma pequena porém determinada facção dentro da Igreja Anglicana que pense ser os casamentos homoafetivos desafiadores dos ensinos bíblicos, “haverá sacerdotes esperando na fila para se casarem com seus parceiros quando a lei for aprovada em abril, ocasião em que a questão não mais poderá ser evitada”.

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