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Por: Jonas | 25 Junho 2015

A queda nos fluxos de investimento em 2014 é destacada pela Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) como consequência direta da fragilidade da economia mundial, a partir da crise de 2008, cujos efeitos não foram revertidos.

A reportagem é publicada por Página/12, 25-06-2015. A tradução é do Cepat.

No ano passado, o investimento estrangeiro direto global caiu 16%. É um dado que relativiza o ritmo ao qual avança a globalização, ainda ligada não apenas às novas tecnologias, como também à própria dinâmica do comércio e das finanças mundiais. “Resulta da fragilidade na economia global, da incerteza dos investidores e dos riscos geopolíticos”, justificou a Unctad em seu relatório sobre investimentos globais, além da queda nos fluxos dirigidos pelas multinacionais e as empresas estatais de alcance mundial. Os dados do organismo revelam que o peso dos países periféricos segue em ascensão (em detrimento das economias avançadas). Nesse contexto, a China se tornou o primeiro destino dos investimentos estrangeiros.

O fluxo internacional de investimentos caiu de 1,47 para 1,23 bilhão de dólares, em razão da situação econômica dos países desenvolvidos. O ingresso de capitais nos Estados Unidos e na Europa baixou 28 e 11%, respectivamente. O IED (Investimento Estrangeiro Direto) ainda não recuperou o valor absoluto que registrava em 2008, quando começou a crise internacional. Por outro lado, o investimento dirigido aos países periféricos subiu 2%, alcançando um recorde histórico de 681 bilhões de dólares.

No entanto, o desempenho dos países em desenvolvimento foi desigual. A praça preferida do capital global foi a Ásia, com um aumento de 9%. O investimento estrangeiro na China chegou a 129 bilhões de dólares, atraído pelo setor de serviços, e também ganhou destaque o ingresso de fundos na Índia. O dinamismo destas economias em relação aos centros tradicionais de poder não deixa de surpreender: em 2012, o investimento estrangeiro nos países em desenvolvimento da Ásia foi igual ao na Europa, ao passo que, no ano passado, a diferença em favor da China, Índia e de seus vizinhos foi de 60% frente ao Velho Continente.

Diferente foi o caso da América Latina e Caribe que, sem contar as paradisíacas guaridas fiscais, obtiveram 14% menos de investimentos, a partir da baixa dos preços das commodities e as menores aquisições de empresas na América Central. O investimento estrangeiro caiu na Argentina, México, Venezuela, Colômbia e Peru, diferentemente do aumento registrado no Chile. No Brasil, manteve-se igual.

O primeiro receptor de investimento estrangeiro no ano passado foi a China, que junto a Hong Kong somaram 229 bilhões de dólares. Essa diferença joga por terra o capítulo neoliberal que reza que o livre mercado por si só é atrativo para o capital. A China mostra que uma economia quase estatal, que aplica as mais fortes restrições do mundo ao investimento estrangeiro, mas com uma notável dinâmica de crescimento do investimento e do consumo, pode ser o maior objeto de desejo para o capital estrangeiro.

O mundo em desenvolvimento também se destacou como emissor de fluxos de investimento, com um aumento de 23% frente a 2014, atingindo um recorde de 35% do total do IED. Mesmo que, novamente, os fluxos que saíram da Ásia tenham avançado, enquanto que os provenientes da América Latina e África tenham caído. E outra vez, neste caso, destaca-se o papel da China, cuja expansão se refletiu nos investimentos de suas empresas estatais em diversas áreas e regiões.

A Unctad destacou a compra de empresas de países desenvolvidos realizada pelas dos países em desenvolvimento, como a mineira Xstrata Peru (Suíça) por parte da MMG (China) e uma filial de Vivendi nas mãos das Emirates Telecommnications Corp. (Emirados Árabes Unidos).

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