''Renovando a face da Terra'': Sexta-feira Santa

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03 Abril 2015

Em preparação para a Páscoa, os jesuítas da rede Ignatian Solidarity Network (ISN) estão oferecendo uma série de reflexões quaresmais em torno do tema Renewing the face of the Earth (Renovando a face da Terra).

Veja abaixo, na seção "Para ler mais", as outras partes dessa série.

Autores de todo o mundo oferecem breves reflexões a partir de suas experiências de cuidado da criação e das leituras do dia. Essas reflexões diárias examinam a nossa fé e o modo como praticamos o cuidado ambiental.

A Ignatian Solidarity Network (ISN) é uma rede de justiça social que reúne universidades, colégios, paróquias, junto com diversas outras instituições católicas e parceiros seculares. Fundada em 2004, a rede se inspira na espiritualidade de Santo Inácio de Loyola.

A reflexão de hoje foi escrita por Garrett Gundlach, SJ, escolástico jesuíta nascido e criado entre os Grandes Lagos, nos EUA. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A sexta-feira à tarde é silenciosa. O dano foi feito, o corpo perfurado foi envolto e enterrado. O que resta são flashes, o que resta são ecos – o Seu rosto, as Suas palavras...

"Eis a tua mãe."

"Tenho sede."

"Tudo está consumado."

Está tudo tão distante agora: o cascalho debaixo dos nossos pés, os gritos da multidão, as vaias dos soldados e os Seus últimos suspiros na cruz, de alguma forma ouvidos sobre todo o restante. Tudo parece tão distante agora. Ele está morto.

A tarde está anoitecendo, e eu já me viro para o outro lado, seguindo em frente. Talvez seja o choque. Talvez seja a indiferença, mas eu tenho vergonha. Apenas algumas horas depois, e eu já estou pondo tudo para fora da minha mente?

* * *

Vemos 10.000 cicatrizes na nossa Terra. Vemos as mudanças climáticas causarem estragos nos agricultores com as secas, nos pescadores com as tempestades. Vemos, cada vez mais, que os pobres suportam os fardos mais pesados do nosso mundo palpitante, empurrados para as beiras precárias de um planeta deslizante. Vemos as fotos, vemos as estatísticas, vemos os vídeos. Flashes. Ecos. E, então, nos voltamos para o outro lado. E, então, esquecemos.

* * *

A Sexta-feira Santa não é a história toda. O sofrimento não é a história toda. Mas, mesmo na novidade radiante do Domingo de Páscoa, a Sexta-feira Santa não deve ser esquecida. Nós lembramos. Nós ficamos perto daquilo que está quebrado, enquanto é reconstruído.

Questões para reflexão:

  • Para mim, o que é mais fácil de esquecer?
  • Para mim, quem é mais fácil de esquecer?
  • O que significa recordar?

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