''Renovando a face da Terra'': as palmas e o jumento

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30 Março 2015

Em preparação para a Páscoa, os jesuítas da rede Ignatian Solidarity Network (ISN) estão oferecendo uma série de reflexões quaresmais em torno do tema Renewing the face of the Earth (Renovando a face da Terra).

Veja abaixo, na seção "Para ler mais", as outras partes dessa série.

Autores de todo o mundo oferecem breves reflexões a partir de suas experiências de cuidado da criação e das leituras do dia. Essas reflexões diárias examinam a nossa fé e o modo como praticamos o cuidado ambiental.

A Ignatian Solidarity Network (ISN) é uma rede de justiça social que reúne universidades, colégios, paróquias, junto com diversas outras instituições católicas e parceiros seculares. Fundada em 2004, a rede se inspira na espiritualidade de Santo Inácio de Loyola.

A reflexão de hoje foi escrita por Dennis Hamm, SJ, professor emérito de teologia da Creighton University, em Omaha, EUA, onde continua pesquisando e escrevendo. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Dois símbolos se confrontam neste domingo – as palmas e o jumento (Marcos 11, 1-10). Para os judeus do tempo de Jesus, agitar palmas era algo como agitar a bandeira nacional. Dois séculos antes, quando os macabeus e seus seguidores foram vitoriosos sobre o tirano sírio Antíoco e limparam o templo, eles cortaram palmas para agitar enquanto faziam a sua marcha da vitória ao redor de Jerusalém. Depois disso, as palmas eram um sinal de independência israelita e um memorial da sua vitória revolucionária.

Então, quando as multidões saudavam Jesus com as palmas levantadas, eles queriam dizer: "Salve o Filho de Davi, que nos guiará para recuperar a nossa liberdade dos romanos, assim como os macabeus lideraram a revolução contra o tirano sírio!".

Jesus antecipou esse falso entendimento, ao optar por entrar em um jumento, lembrando-lhes do rei pacificador celebrado em Zacarias 9, 9. Mateus e João nos ajudam a entender isso ao citar Zacarias.

João esclarece isso acrescentando o detalhe dos ramos de palmeira. Na sua versão, Jesus responde aos acenos das palmas escolhendo o jumento (não um cavalo de batalha!) como seu veículo.

Nesse domingo, quando levantamos as nossas palmas, mantenhamos a correção de Jesus em mente. Nós, que conhecemos a história toda, acolhamos Jesus como outro tipo de rei, alguém que é o nosso Rei em virtude da sua morte e ressurreição, que nos dá o Espírito Santo para nos ajudar a abençoar o mundo como uma comunidade não violenta, promovendo o bem comum universal, superando a tentação de dominar a terra com o poder imperial. Agitemos as nossas palmas com a sabedoria da Páscoa!

Questões para reflexão:

  • Eu permito que o meu compromisso com o Reino de Deus suplante o meu nacionalismo?
  • O meu senso do Cristo Rei influencia o meu uso dos recursos da terra?
  • Quando eu rezo "venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade", eu penso na conexão entre o reino e a terra?

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