130 mulheres sofreram violência diariamente na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2018

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Por: Marilene Maia e João Conceição | 22 Fevereiro 2019

Faltando poucas semanas para o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Segurança Pública divulgou recentemente que 61.622 mulheres sofreram violência no estado do Rio Grande do Sul. Ao analisar os números de ocorrências em uma série histórica maior, que inicia em 2012, período de divulgação dos dados de violência contra a mulher no estado, os dados indicam que caíram.

Os casos de ameaça e lesão corporal, mesmo representando a maior parte das violências contra a mulher, se reduziram em 16,34% e 19,59%, respectivamente. Ao mesmo tempo em que diminuíram estas formas de violência, os casos de estupro aumentaram em 17,99% de 2012 a 2018, seguido dos aumentos de feminicídio tentado e feminicídio consumado, de 330 para 439. Ainda no ano passado, o Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, havia percebido o aumento de estupro e feminicídio.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, apesar de também terem diminuído as ocorrências de violência, ainda aconteceram aproximadamente 37 casos de ameaça e 24 de lesão corporal por dia em 2018. Por outro lado, assim como no Rio Grande do Sul, os casos de estupro aumentaram em 23,50% entre 2012 e 2018, acima da média do estado, sendo que foram registrados mais de dois casos por dia no último ano. Na mesma direção, está o aumento dos casos de feminicídio, representando um aumento de 60,30%, quando comparado com 2012.

Os 47.522 casos de violência contra a mulher na Região Metropolitana de Porto Alegre, que representou 77,12% dos casos do Rio Grande do Sul durante o ano de 2018, mostram que 130 mulheres sofreram violência por dia. A cientista social e diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública - FBSP, Samira Bueno, diz que é difícil afirmar se houve realmente uma redução de violência contra as mulheres, já que a subnotificação é extremamente elevada, principalmente nos casos de estupro. “É o crime que apresenta a maior taxa de subnotificação no mundo. Então é difícil avaliar se houve de fato uma redução da incidência”, declara Bueno.

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