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08 Fevereiro 2017

“A missão dos cristãos na sociedade é dar ‘sabor’ à vida com a fé e o amor que Cristo nos deu e, ao mesmo tempo, manter longe os germes poluentes do egoísmo, da inveja, da maledicência assim por diante...”

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 06-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No dia seguinte aos cartazes anônimos que apareceram em Roma contra o papa (“Mas onde está a tua misericórdia?’), Francisco não fez nenhuma menção ao incidente. No entanto, é significativa a sua reflexão sobre o Sermão da Montanha, o convite de Jesus a ser a “luz” e o “sal” da terra.

Egoísmo, inveja e maledicência “arruínam o tecido das nossas comunidades, que devem resplandecer como lugares de acolhida, solidariedade e reconciliação”, explica. Antes de proferir: “Para cumprir essa missão, é preciso que nós mesmos, em primeiro lugar, sejamos libertos da degeneração corruptora das influências mundanas, contrárias a Cristo e ao Evangelho”.

Depois da catequese, Francisco se detém sobre a Jornada pela Vida, fala de aborto e de eutanásia, “toda a vida é sagrada!”. E envia uma videomensagem em espanhol para o Super Bowl, a final do futebol americano: “Que o evento deste ano possa ser um sinal de paz, amizade e solidariedade para o mundo”.

Em Roma, no entanto, os cartazes já cobertos no sábado foram quase todos removidos. A polícia recuperou algumas filmagens nas quais se veem os homens que colaram os cartazes agindo durante a noite, e estão sob investigação algumas placas de carros.

“Tristeza e deploração”, afirma o cardeal vigário, Agostino Vallini: “Os fiéis da comunidade cristã, junto com todos os habitantes da cidade, não se reconhecem nessas insinuações injustas e renovam os seus sentimentos de estima, de respeito filial e de gratidão ao bispo de Roma, sucessor de Pedro, pelo seu testemunho evangélico pessoal e pela sua obra de evangelização e de proximidade aos homens, especialmente aos pobres”.

O Pe. Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltà Cattolica, jesuíta próximo do papa, comentou no Facebook os “manifestos anônimos fingidos de populares e bem pagos contra Francisco” e escreve: “É o sinal de que ele está agindo bem e está incomodando muito. Esses cartazes são ameaças e intimidações. Em um fingido dialeto romano para tentar para fazer acreditar que são populares. Mas as pessoas de verdade não debatem sobre a Ordem de Malta ou canônicas ‘dubia’ cardinalícias. Por trás disso, há pessoas corruptas e poderes fortes que montam estratégias para arrancar o papa do coração das pessoas, a sua grande força. E o resultado é o efeito oposto”.

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