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Papa Francisco, a Igreja não conhece a si mesma

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10 Agosto 2022

 

“Um mundo secular quer reescrever a história da Igreja, negando o que ela já foi. E há, infelizmente, uma Igreja que não se conhece e não sabe se defender e explicar o que é, o que foi e a sua história. Em todos os lugares, foram os missionários que aprenderam e preservaram as línguas indígenas, que protegeram sua cultura da assimilação. Fizeram isso em meio a grandes discussões dentro da Igreja, às vezes com indecisões fatais por parte dos Papas, mas sempre com um objetivo claro em mente. Se tudo for reduzido a uma leitura pragmática e não teológica, se a hermenêutica do tempo não for aplicada, e não houver tentativa de explicar o que move a Igreja, então a Igreja não pode ser compreendida”, escreve o jornalista italiano Andrea Gagliarducci, em artigo publicado por Monday Vatican, 08-08-2022. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

Eis o artigo.

 

As conversas do Papa Francisco com os jesuítas têm o privilégio de serem conversas livres, sem filtros, nas quais o pensamento autêntico de Francisco frequentemente aparece. A conversa com os jesuítas do Canadá, publicada, como costume, por La Civiltà Cattolica, não foi exceção.

 

Não há revelações contundentes na conversa. Há, no entanto, o sentido da forma de pensar do Papa Francisco, que é impossível não nos fazer refletir se lida à luz das declarações que o Papa fez na conferência de imprensa no voo de volta do Canadá.

 

Falando com os jesuítas, o Papa falou da evolução do direito canônico em relação aos abusos e disse: “A lei não pode ser mantida no freezer. Leis acompanham a vida, e a vida anda. Como a moral: está melhorando. Antes, a escravidão era lei. Agora não é mais. A Igreja hoje diz que a posse de armas atômicas é imoral, não apenas seu uso. Isso não era dito antes. O discurso moral está progredindo ao longo desta linha orgânica”.

 

Nas palavras do Papa, podemos ver uma redução particularmente pragmática das questões da vida. Mas o ponto é diferente. A redução prática também leva a conhecer e compreender a Igreja pragmaticamente. O princípio, afinal, é que “as realidades são mais do que ideias”, como disse o Papa na Evangelii Gaudium.

 

No entanto, se esse fosse o caso, a perspectiva cristã não poderia ter se espalhado tão amplamente. A questão da escravidão, nisso, é exemplar.

 

O Papa não se referia à aceitação da escravidão pela Igreja. No entanto, o arcebispo Victor Fernández, seu assessor de teologia, fez isso durante uma entrevista coletiva do Sínodo dos Bispos de 2014.

 

Mas é precisamente sobre a escravidão que se deve fazer uma distinção profunda entre a Igreja e o mundo. A Igreja nunca aceitou que os homens fossem escravizados. No início, a Igreja aceitava a escravidão como uma instituição humana, mas isso não significa que ela não fosse contra.

 

Jesus nunca falou em subverter a ordem do mundo, mas em vez de mudar o coração das pessoas, de uma nova concepção do homem que cria uma nova civilização.

 

O cristianismo sempre considerou as pessoas escravizadas como seres humanos. No século IV, Gregório de Nissa denunciou a escravidão como contrária à Lei de Deus. Ambrósio sugeriu libertar pessoas escravizadas. João Crisóstomo exortou os mestres a ensinar os escravizados a trabalhar para que pudessem se sustentar. Finalmente, Agostinho se opôs firmemente à escravidão.

 

Os papas Pio I e Calisto I foram escravos. No século VII, a escrava britânica Batilda foi canonizada. Isso sem falar nos vários concílios que se manifestaram contra a escravidão ou que protegiam os refugiados escravos, que pediam a liberdade do povo escravizado e até discutiam o tráfico de escravos.

 

Então, se queremos enfatizar que vários cristãos, padres e bispos não seguiram a mensagem cristã, isso é verdade. Mas foi a exceção cristã que levou à abolição da escravidão na Europa, e isso é comprovado por dezenas de declarações dadas pelos papas – a começar pela bula Pastorale Officium de 1537, escrita por Paulo III, que condenava a escravidão sob pena de excomunhão.

 

A bula seguiu um decreto de Carlos I, que condenava a escravidão dos índios. E aqui, devemos ampliar o campo da história para entender como os reis católicos da Espanha, na realidade, nunca favoreceram a escravidão. Angela Pellicciari, em dois livros (“Uma história da Igreja” e “Uma história única”), define como os reis católicos da Espanha nunca interpretaram a colonização da América como uma apropriação da terra, mas sim como uma forma de evangelização. A rainha Isabella proibiu fazer escravos no novo mundo, e quando Colombo voltou uma vez com escravos, eles foram enviados de volta para a América com muitas desculpas, e Colombo foi preso.

 

Em vez disso, o sucesso espanhol na América Latina, argumenta Pellicciari, vem precisamente do fato de que eles trouxeram a ideia de um Deus que cuida de todos os homens, desmoronando assim o poderoso império asteca que ficou aterrorizado e sacrificou homens e crianças.

 

A chamada “Doutrina do Descobrimento” também vem desse contexto, desse ideal de evangelização, já definido em 1455, antes do descobrimento da América, com a bula Romanus Pontifex. Mas esta não era uma doutrina da Igreja. Era uma visão de mundo que preocupava aqueles tempos. As outras atividades dos Papas a ultrapassaram. Foi ofuscada pela história.

 

O Papa Francisco, no entanto, não disse isso. Em vez disso, na entrevista coletiva no voo de volta do Canadá, ele respondeu vagamente, tanto que a imprensa chegou a dizer que o Papa não havia explicado adequadamente todas as questões. No entanto, teria sido suficiente contextualizar, explicar. O Papa finalmente disse que não falou do “genocídio” dos nativos americanos no Canadá porque não pensou nisso. Mas isso também é uma questão: genocídio significa a eliminação sistemática de um povo, e a assimilação cultural a que os indígenas foram submetidos, por mais brutal ou violenta que seja, é outra coisa.

 

A questão aqui é que um mundo secular quer reescrever a história da Igreja, negando o que ela já foi. E há, infelizmente, uma Igreja que não se conhece e não sabe se defender e explicar o que é, o que foi e a sua história.

 

Em todos os lugares, foram os missionários que aprenderam e preservaram as línguas indígenas, que protegeram sua cultura da assimilação. Fizeram isso em meio a grandes discussões dentro da Igreja, às vezes com indecisões fatais por parte dos Papas, mas sempre com um objetivo claro em mente.

 

Se tudo for reduzido a uma leitura pragmática e não teológica, se a hermenêutica do tempo não for aplicada, e não houver tentativa de explicar o que move a Igreja, então a Igreja não pode ser compreendida.

 

Para a Igreja, não é uma questão de se manter na defensiva, mas de apresentá-la como é. E o mesmo para o Papa, quem – disse ele aos jesuítas do Canadá – sempre fala por parte da Igreja. É difícil, no entanto, pensar que a Igreja aprecia ser reduzida ao gesto de desculpas de um Papa e atacada porque, como instituição, não faz o mea culpa enquanto o Papa o faz.

 

É hora de os católicos irem além das pressões da opinião pública e das reconstruções históricas parciais. É hora dos católicos conhecerem a Igreja, especialmente nesta era de cultura do cancelamento. Uma era, entre outras coisas, claramente criticada pelo Papa em um de seus discursos no Canadá.

 

 

Leia mais

 

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  • “O que foi praticado contra os indígenas foi um genocídio”, afirma o Papa Francisco
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  • A iníqua “doutrina da descoberta”
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  • Três pontos que faltaram no pedido de desculpas do Papa Francisco no Canadá
  • Caminhar juntos. Conversa de Francisco com os jesuítas do Canadá
  • Balanço e desafios da visita do Papa ao Canadá
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  • Canadá. “Drogas, alcoolismo, violência: eu vi todos os danos causados pela educação forçada do povo Innu”
  • O mundanismo, os “sinais dos tempos” e os erros modernos: esclarecimentos da viagem ao Canadá. Artigo de Andrea Grillo
  • O exemplo do papa no Canadá: percursos penitenciais também para os teólogos? Artigo de Andrea Grillo
  • Canadá. O mea culpa de Francisco nas sepulturas dos indígenas: “Igreja cúmplice de abusos”

 

 

 


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