Esperança e hesitação. Artigo de Massimo Faggioli

Foto: Vitor Oliveira | Flickr CC

23 Setembro 2021

 

Francisco, que investiu pesadamente em moldar o papel político e social da Igreja, carece de aliados e parceiros tanto dentro quanto fora da Itália. E se permanecer a crença de que o catolicismo na Itália ainda tem algo a dizer (e de alguma forma a fazer) sobre imigração, pobreza e marginalização, não há nenhum movimento comum ou energia organizacional para concretizar isso. O pontificado de Francisco libertou o catolicismo italiano de inclinar à direita e da guerra cultural das elites clericais no início dos anos 2000, mas não gerou nada de novo em seu rastro. Um sínodo nacional poderia levar a um movimento que beneficiaria tanto a Igreja quanto a Itália, mesmo que não seja um evento unificador tão grande quanto vencer a Inglaterra nos pênaltis”, escreve o historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, EUA, em artigo publicado por Commonweal, 17-09-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

Eis o artigo.

 

Retornar à Itália para ver a família depois de um hiato de dois anos deixou claro para mim como a distância entre a Europa e os Estados Unidos cresceu. No verão de 2021, voar sobre o Atlântico não demandou somente paciência com o cumprimento dos testes de covid e protocolos de distanciamento; isso também significou preocupação sobre um vírus (e suas variantes) que ainda não está totalmente sob controle. Mas não foi só a pandemia que ampliou essa distância. Itália e Estados Unidos são como dois primos lutando para reconhecer um ao outro depois de uma particularmente dolorosa separação, neste caso a ruptura com uma clara e imediata causa: a presidência de Trump. Um amigo de longa data, o prefeito de uma cidade vital para a indústria do turismo na Itália, disse-me: “Uma vez era claro que os EUA sempre estariam ali pela Itália e pela Europa. Agora nós não sabemos”.

 

A Itália, é claro, foi o primeiro país no Ocidente a enfrentar a completa devastação da covid-19. Lembre-se das taxas de infecção e número de mortos de fevereiro e março de 2020, as imagens da Praça São Pedro vazia, profissionais de saúde exaustos e corpos aguardando sepultamento. Pouco mais de dezoito meses depois, há sinais de recuperação e avivamento. Considere o desempenho dos atletas italianos nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio neste verão – os melhores da história do país, com mais competidores do que nunca, vindos de diferentes origens raciais e culturais, representando um país que ainda nega a cidadania a crianças nascidas e criadas na Itália por pais que não são cidadãos italianos.

Houve também a vitória da Itália em julho sobre a Inglaterra na disputa da Eurocopa, no Estádio de Wembley, em Londres. Os azzurri haviam conquistado o título europeu apenas uma vez, em 1968. Para os italianos, os sucessos da seleção nacional de futebol costumam estar ligados a momentos históricos significativos, independentemente do regime político. Eles se tornam parte da narrativa coletiva. Mussolini explorou habilmente as vitórias no campeonato mundial em 1934 e 1938, bem como a medalha de ouro da Itália nas Olimpíadas de 1936 em Berlim, transformando-as em símbolos do recém-descoberto prestígio internacional da Itália.

A vitória do campeonato europeu de 1968 representou um momento unificador para um país dividido por profundas divisões políticas e geracionais e ajudou a reabilitar a imagem da bandeira tricolor nacional, que, depois de muito tempo associada à retórica nacionalista do partido neofascista Movimento Sociale Italiano, foi agitada nas ruas e praças em festa generalizada. A vitória da Copa do Mundo sobre a Alemanha em 1982 foi vista como uma virada de página após uma década de turbulência política e terrorismo doméstico conhecido como os “anos de chumbo”. E por causa do Brexit, o título europeu sobre a Inglaterra no verão teve implicações políticas mais amplas; parecia que a Itália, uma das nações fundadoras da União Europeia, estava basicamente dizendo adeus ao Reino Unido em nome do restante de seus membros.

 

Não é apenas o esporte que dá esperança à Itália. No ano passado, o país presidiu o G20 (dezenove países mais a UE, respondendo por 90% do PIB global, 80% do comércio global e 66% da população mundial); em outubro, será a sede da cúpula dos líderes do G20 em Roma. E embora possa demorar um pouco até que não europeus voltem a visitar a Itália em grande número, o turismo está voltando lentamente.

 

Mas a incerteza econômica e política permanece. O mandato de sete anos do presidente Sergio Mattarella termina em janeiro de 2022, e ele diz que não servirá um segundo mandato (ele acabou de fazer oitenta anos e, na história da República Italiana, nenhum presidente cumpriu dois mandatos). A presidência italiana é uma posição semelhante à de um monarca constitucional e, no passado recente, os presidentes ajudaram a impedir que o sistema político italiano sucumbisse completamente ao populismo de direita e, antes disso, ao berlusconismo. A Rainha Elizabeth II não conseguiu impedir o Brexit. Entretanto, em maio de 2018, Mattarella impediu o governo populista do Movimento Cinco Estrelas de implementar políticas que levassem à saída da zona do euro. Ele também é um dos últimos – senão o último – da geração de políticos católicos do Vaticano II. Ele ofereceu liderança moral estável durante a pandemia, um período durante o qual a soberania do Parlamento, o estado de direito e a relação entre a Igreja e o Estado foram testados de maneiras não vistas desde os anos 1970, se não desde a Segunda Guerra Mundial.

No início de 2023, o mandato do atual Parlamento expira, e mesmo assim muitos observadores já acreditam que a eleição pode inclinar para candidatos de extrema direita, com um novo primeiro-ministro liderando uma coalizão de partidos focados no nacionalismo e na imigração e animados pelo ressentimento para a UE. Se isso se confirmar, será um caso de déjà vu, dez anos após a insurgência populista contra o governo tecnocrático então liderado por Mario Monti, um economista conhecido por seu papel nas instituições que fiscalizam as políticas econômicas da União Europeia. Desde o início deste ano, o governo é liderado por outro conhecido tecnocrata com formação na UE, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu de 2011 a 2019 e salvador do euro. Na verdade, Draghi tem um verdadeiro pedigree globalista, tendo atuado como vice-presidente e diretor administrativo da Goldman Sachs de 2002 a 2005 e possuindo conexões com Harvard, Princeton e o Brookings Institution (ele também se formou em uma prestigiosa escola secundária jesuíta em Roma).

 

Draghi substituiu Giuseppe Conte, um professor de direito italiano da Universidade de Florença indicado pelo populista Movimento Cinco Estrelas. Ele assumiu o cargo em grande parte devido a uma crença consensual de que uma verdadeira coalizão era necessária para lidar com a pandemia e, de fato, o governo Draghi é apoiado no Parlamento pela maior coalizão de todos os tempos: todos os partidos, exceto um – o Fratelli d'Italia, de direita, principal herdeiro do movimento conservador neofascista italiano e agora em ascensão nas pesquisas de opinião.

O governo de Draghi não tem um projeto político de longo prazo – seu único objetivo é a estabilidade econômica e financeira – e, nesse sentido, é o resumo de uma tecnocracia construída sobre a reputação pessoal do tecnocrata. As elites políticas e econômicas italianas queriam Draghi, e Draghi deu a eles o que eles queriam, incluindo melhores relações entre a Itália e a União Europeia e a normalização da política externa depois que Conte e o Movimento Cinco Estrelas abraçaram Trump e Putin. Um benefício adicional: a escolha de Draghi ajudou a abreviar a vida política de Conte, que era visto como um líder potencialmente viável para o populismo italiano. Também ilustra algo sobre os tipos de catolicismo na Itália: de um lado, há a educação provinciana de Conte e o devocionismo ao Padre Pio e, do outro, o estrelato internacional de Draghi e sua mistura de intelectual jesuíta e ética protestante do capitalismo, com um toque europeu.

 

Mas não está claro se o carisma frio de Draghi pode se igualar à direita em ascensão, e ainda não parou o colapso em curso dos sistemas institucionais que até agora mantiveram a Itália unida e fora do alcance dos nacionalistas.

O Partido Democrata, por exemplo – a entidade política mais importante da centro-esquerda – está se recuperando dos anos de Matteo Renzi, que foi o líder nacional do partido de 2013 a 2017 e primeiro-ministro de 2014 a 2016. Depois de deixar o governo, Renzi fundou seu próprio partido pessoal, Italia Viva, revelou suas inclinações de centro-direita e agora está cultivando uma carreira como consultor e orador público para estrangeiros de poder, incluindo o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (que, foi dito pelo governo dos EUA, aprovou o assassinato do colunista Jamal Khashoggi do Washington Post em 2018), bem como por iniciativas e grupos de reflexão patrocinados pelo estado saudita. Como Tony Blair e Gerhard Schröder, ele se juntou ao grupo de ex-políticos que trabalham para clientes internacionais bem remunerados. Com pouca manutenção de seus vários constituintes (progressista moderado, católico liberal e católico de centro, secular radical), o Partido Democrata corre o risco de se tornar um partido menor, deixando assim os centro-esquerdistas italianos sem qualquer representação politicamente viável.

Enquanto isso, o populista Movimento Cinco Estrelas, fundado na internet pelo comediante Beppe Grillo em 2009, está dividido entre a lealdade a Grillo e a Conte. Como um experimento em democracia direta, o Cinco Estrelas é um fracasso, incapaz de recrutar pessoas politicamente sérias e atrair teóricos da conspiração e amadores com pouca compreensão das complexidades de governar. A maioria dos votos que foram para o Cinco Estrelas em 2013 e 2018 (quando levou 32,7% da contagem e ganhou 227 cadeiras no Parlamento) provavelmente não irá para a esquerda na próxima eleição, mas para a direita.

 

Na verdade, a verdadeira questão é quem vai liderar a Itália quando a direita presumivelmente reconquistar o poder: a Liga de Matteo Salvini (antiga Liga Norte), um partido autonomista local que adotou o nacionalismo, ou Fratelli d'Italia de Giorgia Meloni, que reúne ex-fascistas e nacionalistas, clericalistas, proprietários de pequenas empresas e rentistas. Tanto Meloni quanto Salvini competem pela aprovação de figuras como o húngaro Viktor Orbán e outros neonacionalistas europeus. Ambos são simpáticos aos antivacinas (uma pequena minoria na Itália) e há muito tempo alimentam temores sobre a imigração, o Islã e as elites europeias.

Mas Meloni é uma política mais disciplinada do que Salvini, e se vitoriosa seria a primeira líder nacional feminina da Itália. Ela cultiva a simpatia dos italianos clericalistas, mas sem as grosseiras demonstrações de devoção de Salvini (crucifixos, rosários e uma viagem bem divulgada a Fátima em maio de 2021); ela também é menos grosseira do que Salvini em suas críticas à posição do Papa Francisco sobre a imigração. A plataforma de Meloni pode ser resumida como “Deus, pátria, família”: italianos primeiro, nacionalismo e guerra cultural católica, alinhados não apenas com Orbán, mas também com os partidos antiliberais na Polônia e outros países europeus, o Likud em Israel e o trumpismo nos Estados Unidos. Ela é mais uma ameaça do que Salvini para trazer a Itália para a comunidade neonacionalista global.

 

O que todos os italianos parecem concordar é que o país precisa repensar sua economia e enfrentar uma série de desafios financeiros urgentes, incluindo uma dívida nacional impressionante e o futuro da seguridade social. Ela não pode mais ser tão dependente do turismo – a pandemia provou isso – e deve fazer um uso mais inteligente dos subsídios e subvenções da UE. Muito menos claro é o que o país deve fazer em termos de política externa. Ao tentar distanciar a Itália da UE, o governo Conte fez aberturas aleatórias à Rússia e à China, mas sua estratégia real (na medida em que havia uma) nunca foi clara. Draghi devolveu a Itália ao alinhamento com a UE e à aliança com os Estados Unidos, mas a incerteza da hegemonia americana tradicional e as questões sobre a missão da OTAN ainda permanecem, mesmo que, após a retirada caótica do Afeganistão, a Itália continue a ser um dos mais confiáveis aliados dos EUA.

 

“A Itália foi uma das fundadoras do ‘clube da União Europeia’, e isso, em acréscimo à situação internacional diferente da atual, nos garantia um respeito maior que nosso peso econômico, político e militar”, afirmou Mario Ricciardi, editor-chefe do jornal Il Mulino. “Hoje as coisas mudaram muito, há muitos novos membros que não têm o mesmo respeito que os antigos membros, e isso nem sempre funciona em nossa vantagem”.

 

Enquanto isso, a Igreja Católica na Itália continua enfrentando incertezas sobre seu papel na vida política e cotidiana do país. Mais de um ano desde o pior da pandemia, sua influência é questionável, a conferência dos bispos afundou ainda mais na irrelevância e muitos italianos se sentem livres para criticá-la de maneiras que poderiam ser inimagináveis apenas alguns anos atrás. E o próprio Vaticano parece menos capaz de exercer o tipo de influência política na política nacional do que antes.

 

Sob o governo de Francisco, o Vaticano foi mais transparente em uma série de questões, incluindo suas próprias finanças. Mas isso também abriu um capítulo feio na história da justiça “temporal” administrada em nome do papa, que é o soberano absoluto do Estado da Cidade do Vaticano. Em julho, começou o julgamento do Vaticano de dez pessoas envolvidas em um investimento prejudicial em um controverso negócio imobiliário em Londres. Entre os julgados está o cardeal Giovanni Angelo Becciu, o primeiro cardeal a ser indiciado por promotores criminais do Vaticano, e a quem Francisco destituiu os direitos e deveres do cardinalato em setembro de 2020. Becciu não era apenas o prefeito da Congregação do Vaticano para os Santos, mas também, como o sostituto (ou Número 2) para a Secretaria de Estado entre 2011 e 2018, uma figura chave na navegação das relações entre o Vaticano e a Itália. É difícil dizer quais serão as consequências de seu julgamento para o Vaticano, a Igreja italiana e o Papa Francisco.

 

A Igreja também enfrenta desafios sobre como lidar com o projeto de lei Zan, uma legislação anti-homofobia promovida pelo ativista LGBT Alessandro Zan, eleito para o Parlamento pelo Partido Democrata. O debate sobre o projeto de lei gerou um nível de tensão entre a Igreja e o Estado jamais visto há anos. Em junho, a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma nota diplomática ao embaixador da Itália junto à Santa Sé manifestando a preocupação de que o projeto, se aprovado em sua forma atual, pudesse limitar a liberdade de expressão dos católicos e das instituições católicas e, assim, violar as garantias concedidas à Igreja na Itália, na Concordata revisada de 1984. Apesar de esclarecer que o objetivo do Vaticano não é impedir o projeto de lei, mas reformular algumas passagens, esse raro passo diplomático levantou alarmes entre os progressistas na Itália sobre a secularidade da República. A maioria dos italianos parece apoiar o projeto, mas os católicos estão divididos – não sobre a necessidade de uma lei que proteja as pessoas LGBTQIA+ da discriminação e da violência, mas sobre a possibilidade de que isso introduza “guerras culturais” ao estilo americano. Em sua forma atual, o projeto de lei contém, em alguns pontos, uma formulação moralista não apenas definindo o que seria ilegal, mas também o que seria socialmente aceitável dizer.

 

Há também a questão de como a Igreja pode estar envolvida na contínua recuperação da Itália pós-pandemia. À medida que a crise diminui e as restrições são levantadas, a Itália pode estar preparada para um nível de crescimento econômico que não é visto há décadas. A questão é se isso vai beneficiar toda a sociedade italiana: economicamente, há uma enorme lacuna entre ricos e pobres e entre o norte e o sul. A rede de seguridade social fornecida pela Igreja Católica continua forte, porém, embora seja a provedora de serviços sociais mais importante na Itália, a Igreja perdeu muito de seu prestígio cultural e político, e a capacidade dos católicos italianos de conquistar legisladores e empresários com a sabedoria da doutrina social católica enfraqueceu. Criticar a hierarquia se tornou a norma em todo o espectro político: a esquerda nos direitos dos homossexuais, a direita na imigração, os populistas na própria ideia de instituições religiosas. O secularismo italiano dos velhos tempos não era nada comparado ao surgimento das novas mídias e influenciadores da mídia social, alguns deles viraram políticos, muitos viraram maquinadores políticos. Dada essa realidade, faz menos sentido do que nunca imaginar algum tipo de base intelectual da elite para um novo partido católico: este não teria viabilidade eleitoral. Quase trinta anos após a dissolução da Democracia Cristã, poucos católicos italianos (e ainda menos não católicos) procuram um novo partido católico; até o próprio Francisco diz que não acredita em partidos políticos confessionais.

 

Mas o que isso realmente demonstra é o desaparecimento prático do laicato católico da vida política. As associações de leigos (Ação Católica, escoteiros católicos, os novos movimentos eclesiais) perderam sua força não apenas por causa da secularização, mas também por causa da política clericalista dos bispos italianos durante os pontificados de João Paulo II e Bento XVI. A conferência dos bispos sob a liderança do cardeal Camillo Ruini (1991–2007) tornou-se algo como um comitê de ação política. O resultado foi um desastre político e eclesial – a dissolução da tradição de independência dos leigos católicos em praça pública. Por mais que tente, Francisco não tem sido capaz de reviver o laicato italiano.

 

Ou pelo menos, não ainda. A melhor coisa que a Igreja Católica na Itália poderia fazer sobre esses desafios seria realizar um sínodo nacional. O evento recente mais comparável a isso foi em 1976. Embora os bispos italianos tenham recusado o convite do Papa Francisco, feito em 2015, para começar o processo sinodal, no início deste ano fizeram um pedido ainda mais forte que o do Papa. Enfim, as preparações estão ocorrendo, em conjunção com o processo sinodal católico global que ocorre desde agora até 2023. E ainda é difícil não pensar que nós entramos na fase final deste pontificado. Francisco, que investiu pesadamente em moldar o papel político e social da Igreja, carece de aliados e parceiros tanto dentro quanto fora da Itália. E se permanecer a crença que o catolicismo na Itália ainda tem algo a dizer (e de alguma forma a fazer) sobre imigração, pobreza e marginalização, não há nenhum movimento comum ou energia organizacional para concretizar isso. Como os autores de um novo livro sobre a Igreja Italiana e a pandemia (“Il gregge smarrito”, ou “O rebanho perdido”, em tradução livre) colocaram: a Igreja “fala, mas não é capaz de agir, e quando age, não é capaz de falar”. O pontificado de Francisco libertou o catolicismo italiano de inclinar à direita e da guerra cultural das elites clericais no início dos anos 2000, mas não gerou nada de novo em seu rastro. Um sínodo nacional poderia levar a um movimento que beneficiaria tanto a Igreja quanto a Itália, mesmo que não seja um evento unificador tão grande quanto vencer a Inglaterra nos pênaltis.

 

Nota do Instituto Humanitas Unisinos – IHU

 

O Prof. Dr. Massimo Faggioli apresentará a conferência “Francisco, Biden e os radicais de direita. Relações entre a polarização na Igreja e na política”, parte do Ciclo de Estudos Populismos, autoritarismos e resistências emergentes, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

 

 

A conferência com o Prof. Dr. Massimo Faggioli será no dia 27 de setembro de 2021, às 10h, e será transmitida em português pelo site do IHU, canal do IHU no Youtube, e página do IHU no Facebook, e bilíngue na plataforma Zoom. O evento é gratuito e garante certificação para os inscritos. Inscrições e mais informações confira neste link.

 

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