Joe Biden move o mundo das vacinas: “Digo sim à suspensão das patentes”

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08 Mai 2021

 

Joe Biden quebrou o gelo: "Precisamos suspender as patentes das vacinas contra Covid-19, para que sua produção esteja disponível para todo o mundo”. A decisão histórica, que se adotada mundialmente permitiria às empresas farmacêuticas produzir por conta própria as doses de que seus países precisam, chega no final do primeiro dia de discussões sobre o tema na Organização Mundial do Comércio (OMC). E também chega na sequência da publicação do balanço da Pfizer, que embolsou US $ 3,5 bilhões apenas nos primeiros três meses do ano, em forte aumento, graças às vendas de vacinas. Trata-se de uma reviravolta inesperada para os Estados Unidos, que nas últimas semanas se opuseram ao pedido dos países em desenvolvimento, liderados pela Índia e África do Sul, por uma renúncia temporária da propriedade intelectual das vacinas.

A reportagem é de Elena Molinari, publicada por Avvenire, 06-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mas a maioria dos democratas na Câmara dos EUA havia exortado o governo Biden a apoiar a renúncia das patentes, e o próprio presidente na campanha eleitoral havia dito que estava pronto a fazer de tudo para garantir que os soros fossem distribuídos equanimemente. À pressão sobre o chefe da Casa Branca juntou-se ontem o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, que disse estar convencido de que os produtores das vacinas deveriam permitir que outras empresas produzissem versões de suas invenções. Muitas organizações não governamentais aderiram ao apelo. E a própria chefe da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, convidou ontem os países membros da entidade a negociar um texto que afrouxe a proteção da tecnologia das vacinas contra a Covid-19. Os embaixadores dos 164 membros da OMC, reunidos ontem a portas fechadas, ainda não responderam oficialmente ao pedido do diretor-geral, mas pode-se prever que sigam o exemplo estadunidense.

"Esta é uma crise de saúde global e as circunstâncias extraordinárias da pandemia Covid-19 exigem medidas extraordinárias", afirmou a representante do comércio dos EUA Katherine Tai. O governo acredita firmemente na proteção da propriedade intelectual, mas, com o intuito de acabar com esta pandemia, defende a renúncia a tais proteções para as vacinas Covid-19”. As decisões da Organização Mundial do Comércio são baseadas no consenso, então todos os 164 membros devem estar de acordo. Por isso, apesar da virada estadunidense, espera-se que as negociações ainda demorem. Talvez dias, não semanas. Porque é preciso se apressar. Até agora, a União Europeia também havia resistido, definindo a demanda indiana e sul-africana como demasiado ampla. De acordo com a People's Vaccine Alliance, a grande maioria dos cidadãos nos países do G7, em média 7 em cada 10, quer que seu governo tome medidas para fazer com que os gigantes farmacêuticos abram mão de seus direitos de propriedade intelectual sobre as vacinas da Covid.

Mas se as vacinas não chegarem a muitos países ao redor do mundo e o coronavírus continuar a matar, os Estados Unidos terão que acertar as contas com a resistência dos céticos. Enquanto, de fato, em meia dúzia de estados o objetivo de Joe Biden de 70% da população vacinada tenha sido alcançada, há um núcleo duro de regiões estadunidenses onde entre um quarto e um quinto dos habitantes não querem receber a injeção, e onde os indecisos chegam a 30%. Tanto que as autoridades de saúde já questionam fortemente a possibilidade de o país atingir a imunidade de população - o agora famoso ponto, em torno de 85%, que impede a propagação do vírus - este ano e talvez nunca. A iminente aprovação da vacina Pfizer para os adolescentes nos Estados Unidos levará a uma nova aceleração das imunizações, mas por enquanto a campanha está desacelerando.

A rede de farmácias CVS, parceira do governo na administração de soro, relata que a taxa de injeções caiu 30% desde o lançamento. É por isso que algumas administrações locais passaram para a fase dois: persuasão. Maryland distribuirá US $ 100 a todos os funcionários estaduais totalmente vacinados. Em Nova Jersey, os residentes que receberem sua primeira dose da vacina em maio receberão uma cerveja grátis. E em Detroit, qualquer pessoa que acompanhar alguém para se vacinar pode receber um cartão pré-pago de cinquenta dólares.

 

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