“Francisco quase desculpa a vida dupla, mas ainda não aceita padres casados”

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09 Dezembro 2021

 

As declarações do Papa Francisco sobre a renúncia do arcebispo francês, na entrevista no voo de volta após a viagem ao Chipre e à Grécia, são surpreendentes. Discrição e silêncios, mas nenhuma menção à vida dupla.

 

A nota é do sítio Sacerdoti Sposati, 07-12-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Para o Movimento Internacional dos Padres Casados, na resposta do pontífice às perguntas dos jornalistas, era desejável uma clara condenação de atitudes semelhantes às que levaram à renúncia do arcebispo de Paris.

Bergoglio perdoa e abre espaço para críticas e insinuações. No âmbito das reformas necessárias à vida da Igreja, ele ainda deixa de fora do ministério os padres casados sem vida dupla e com percurso regular de renúncia, dispensa das obrigações do celibato e matrimônio religioso.

 

Papa Francisco na entrevista voltando da Grécia

 

"Quanto ao caso Aupetit: eu me pergunto, mas o que ele fez de tão grave que teve que renunciar? Alguém me responda, o que ele fez?

 

Não o sabemos ... problema do governo ou algo assim.

 

E se não conhecemos a acusação não podemos condenar... Antes de responder eu diria: investiguem, hein, porque existe o perigo de dizer "foi condenado". Quem o condenou? A opinião pública, o mexerico... Não sabemos... Se vocês sabem o por quê, digam, do contrário não posso responder. E não sabem porque foi uma falta dele, uma falta contra o sexto mandamento, mas não total, de pequenos carinhos e massagens que fazia na secretária, essa é a acusação. Isso é um pecado, mas não é dos pecados mais graves, porque os pecados da carne não são os mais graves. Os mais graves são aqueles que têm mais 'angelicalidade': a soberba, o ódio.

Assim, Aupetit é um pecador, assim como eu - não sei se você se sente... talvez - como foi Pedro, o bispo sobre quem Jesus Cristo fundou a Igreja. Porque a comunidade daquele tempo havia aceitado um bispo pecador, e aquele era com pecados com tanta 'angelicalidade', como era negar Cristo! Porque era uma Igreja normal, era acostumada a sempre se sentir pecadora, todos, era uma Igreja humilde. Vemos que a nossa Igreja não está habituada a ter bispo pecador, fingimos dizer: o meu bispo é um santo... Não, este chapéu vermelho... Somos todos pecadores. Mas quando o mexerico cresce, cresce, cresce tira a fama de uma pessoa, não, não poderá governar porque perdeu a fama, não pelo seu pecado, que é pecado - como o de Pedro, como o meu, como o teu - mas pelo mexerico das pessoas. Por isso aceitei a renúncia, não sobre o altar da verdade, mas sobre o altar da hipocrisia".

 

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