O sínodo alemão contará com observadores internacionais

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31 Janeiro 2020

Falta apenas uma semana para começar na Alemanha os debates do ‘caminho sinodal’ aberto pela Igreja do país. Nesses dias prévios, o cardeal Reinhard Marx fez um apelo à paciência porque os resultados não serão “muito rápidos” e convidou a todos para que a reforma “não termine” com as discussões que a assembleia faça sobre a participação e consagração da mulher ou o modo de vida dos padres.

A reportagem é de Mateo González Alonso, publicada por Vida Nueva, 23-01-2020. A tradução é do Cepat.

A reunião começará, em uma primeira fase, em um mosteiro dominicano perto da Catedral de Frankfurt, de 30 de janeiro a 2 de fevereiro. Além dos 230 delegados, a primeira assembleia contará com a presença de 17 observadores internacionais que se juntarão ao núncio Nikola Eterovic. Além disso, as sessões poderão ser acompanhadas ao vivo na Internet e também foram habilitados 4 fóruns para uma participação mais direta durante o período do caminho sinodal.

O cardeal alertou que não se deve esperar resultados muito rápidos no caminho sinodal. “Não se pode esperar que, em dois anos, encontraremos na Alemanha todas as respostas para as questões teológicas discutidas por gerações”, disse a vários jornais diocesanos, conforme informa a agência Katholisch.

Mulheres nas conferências episcopais

Para o presidente dos bispos alemães, esta reunião não quer reinventar a Igreja, “mas devemos reconhecer o que é necessário e possível e depois agir. Não podemos nos esquivar e ignorar a situação”, afirmou. Resultados marcados pela aquiescência de dois terços dos bispos alemães, o que é legítimo para tomar medidas pastorais para uma Igreja particular, recorda frente aos receios das alçadas vaticanas.

Embora os bispos não estarão sozinhos, por essa razão exigiu que fossem levados em consideração os leigos e especialmente as mulheres, “não apenas como assessores, mas também com uma voz própria”. “Queremos no futuro Conferências Episcopais onde as mulheres e inclusive os leigos nunca estejam presentes? Não queremos falar sobre o futuro da Igreja em um círculo fechado”, afirmou.

A respeito do celibato

A ordenação de mulheres e a questão do celibato também passarão pela assembleia. “O celibato não pode ser compreendido, acredito, de tal modo que os padres vivam sozinhos em grandes paróquias e tenham comida na geladeira. É preciso inserir esse modo de vida em uma convivência social, em uma cultura da vida. Trata-se de uma vocação holística e não apenas de uma renúncia à sexualidade”.

Por isso, para Marx, a questão sobre a vida sacerdotal não pode ser reduzida à “questão de quando abolimos o celibato. Certamente, não quero aboli-lo!”, reiterou diante das últimas polêmicas.

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