Os verbos transitivos. Artigo de Gianfranco Ravasi

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18 Janeiro 2022

 

Adão, no paraíso terrestre, que também tinha Deus como interlocutor direto, toda a beleza da criação e a proximidade dos animais, no fim pediu ao Criador uma companheira que estivesse “ao lado ou na frente”, como diz o original hebraico do Gênesis. Precisamente, um “Tu” para amar.

 

O comentário é do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 16-01-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o artigo.

 

“A vida humana não pode se restringir apenas ao perímetro dos verbos transitivos: o que eu faço, o que eu compro, o que eu como e assim por diante. Eles nos encerram no campo do ‘isto’. Mas, para nós, é insuficiente e sufocante. Precisamos de um ‘Tu’.”

Nascido em Viena em 1878, ele havia ficado fascinado pela mística dos Chassidim, uma corrente espiritual da Europa Central, expressão de um judaísmo doce, criativo e confiante, confiado muitas vezes à narrativa e ao canto.

Depois, Martin Buber se mudou para Jerusalém, onde morreria em 1965, elaborando uma filosofia do diálogo e do encontro, como aparece de modo límpido no trecho que acabamos de citar. Nela, os verbos transitivos – que desembocam sempre no agir, no possuir, no dominar e, portanto, estão amarrados em torno do “isto”, das coisas – são contrapostos aos verbos reflexivos e dialógicos.

Eles convidam a descer profundamente no “Eu” da nossa alma para destrancar a sua porta e, assim, introduzir o “Tu”, ou seja, o outro. É a necessidade de amar no sentido pleno do termo, que não é conquista sexual ou posse de corpos, mas é encontro de corações. É o cruzamento com os olhos e as mãos da outra pessoa.

Adão, no paraíso terrestre, que também tinha Deus como interlocutor direto, toda a beleza da criação e a proximidade dos animais, no fim pediu ao Criador uma companheira que estivesse “ao lado ou na frente”, como diz o original hebraico do Gênesis. Precisamente, um “Tu” para amar.

 

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