“Vou à Grécia e ao Chipre em dezembro, e à Oceania em 2022”, confirma o Papa Francisco

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25 Outubro 2021

 

O Papa Francisco irá no primeiro final de semana de dezembro à Grécia e ao Chipre, em sua última viagem do ano, enquanto que para 2022 planeja sua primeira visita como pontífice à Oceania, segundo revelou em uma conversa com o Religión Digital.

 

A reportagem é de Hernán Reyes Alcaide, publicada por Religión Digital, 22-10-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

Perto de seu 85º aniversário em dezembro e enquanto avança na recuperação da cirurgia no cólon feita em julho, Francisco já programa a agenda de viagens para 2022, que seguirá a linha das 34 já realizadas como pontífice, preocupando-se com as chamadas “periferias” e atentas à situação dos refugiados.


Mapa com as próximas viagens do Papa Francisco em 2021 e 2022. Em verde, as viagens anunciadas pelo Papa. Em amarelo, as viagens que estão sendo planejadas. E em roxo, as viagens que o Papa disse pretender fazer em breve. Clicando nos traçados, você pode conferir a distância aproximada de Roma a cada localidade

 

Com escala em Lesbos

 

“No primeiro fim de semana de dezembro irei à Grécia e ao Chipre”, disse Francisco antes de completar que a Santa Sé “está trabalhando” na agenda final da viagem, que, de acordo com os planos do Vaticano, poderia incluir uma visita à ilha de Lesbos, símbolo dos refugiados.

Francisco, aliás, já visitou Lesbos em abril de 2016 numa viagem histórica em que, no voo de retorno a Roma, transportou 12 refugiados, membros de três famílias sírias.

Francisco garantiu ainda durante a entrevista que para 2022 planeja visitas a países da África e da Europa, além de uma viagem à Oceania, que seria sua primeira visita como pontífice àquele continente.

“No momento, tenho em mente duas viagens que ainda não realizei, que são o Congo e a Hungria”, disse ele.

A última visita de Francisco a um país africano foi em 2019, a Madagascar, Moçambique e Ilhas Maurício, enquanto em setembro deste ano visitou a capital húngara, Budapeste, para participar na missa de encerramento do 52º Congresso Eucarístico Internacional.

 

“Em débito” com a Oceania

 

“Além disso, ainda tenho que pagar as pendências da viagem a Papua Nova Guiné e Timor-Leste”, acrescentou o Papa, referindo-se à visita inicialmente prevista para 2020, mas suspensa devido à pandemia do coronavírus.

Este ano, o Papa também visitou o Iraque, em março, e a Eslováquia, em setembro, depois de um 2020 sem viagens fora da Itália devido à pandemia.

As novas viagens da agenda seguem a mesma linha que marcou as visitas a 54 países em seus quase nove anos como pontífice.

Apenas duas semanas depois de ser eleito, durante a Missa Crismal de 28 de março de 2013, o então novo Papa deixou clara sua predileção por uma Igreja que possa chegar “às margens da realidade, quando ilumina as situações extremas, as periferias”.

“É preciso ir para a periferia se quisermos ver o mundo como ele é”, argumentou o Papa sobre sua maneira de viajar no livro Vamos Sonhar Juntos, no qual acrescentou: “Sempre pensei que se via o mundo com mais clareza da periferia, mas nestes últimos sete anos como Papa, acabei por prová-lo. Para encontrar um novo futuro é preciso ir para a periferia”.

 

Destinos “periféricos”

 

Entre os destinos “periféricos” que Jorge Bergoglio escolheu, além de sua histórica viagem ao Iraque em março deste ano – na qual se tornou o primeiro pontífice da história a pisar em Bagdá – o Papa também chegou com sua mensagem de paz e amizade para países como as Filipinas, em 2014, após a mortal passagem do tufão Haiyan.

Com o mesmo espírito, viajou para a República Centro-Africana em 2015, onde foi fomentar o processo de diálogo entre as forças políticas do país. Lá ele decidiu inaugurar o chamado Ano Santo dedicado à Misericórdia, em vez de fazê-lo de Roma.

Dois anos depois, ele se tornou o primeiro papa a visitar Myanmar, onde procurou tornar visível a grave situação humanitária do grupo étnico minoritário muçulmano Rohingya.

Nesta preferência por chegar às “periferias” antes do centro, também se podem analisar as visitas do Papa à Europa.

Francisco foi à Bósnia e Herzegovina em 2015 para promover o processo de paz na região, mas ainda não visitou os chamados países “centrais” da Europa, como Alemanha, França e Espanha.

 

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